segunda-feira, 9 de maio de 2016

Maldição

Nada funciona.
Até as coisas mais simples começam a não funcionar.
É uma maldição.
O não funcionamento parece partir da vida amorosa (mas sem abandoná-la) e atingir a todo o resto, numa nuvem de fezes no ventilador que nos acolhe, nos aquece, nos esmaga, nos estrangula, nos defeca vivos, nos rouba a alma, nos rouba o tempo, nos rouba a vida, enlouquece o pâncreas, destrói a cidade, quebra os equipamentos, queima os processadores, chicoteia os ensolarados, mastiga os transeuntes, exonera os gatos, esvazia os ferros, busterquisxa os brártises, desrosqueia os parafusos e mata a juventude.
Não preciso mais formar, preciso me aposentar.
Eu troco minha juventude com alguém de uns 90 anos.
Vou deitar num canto e morrer por intoxicação alimentar logo após ingerir 5 kg de fezes.
Vou deitar num canto e ingerir pimenta até meus olhos saírem pelos meus ouvidos.
Vou deitar num canto e ficar lá até que minhas pernas caiam para fora de meu corpo.
Vou deitar num canto e dormir.
Vou deitar num canto e produzir tantas fezes que morrerei afogado nelas.
Vou deitar num canto e ficarei tão só, mas tão só, viverei 23 anos no deserto e então
Vou deitar num canto e morrer. Final feliz! : )

domingo, 8 de maio de 2016

Fracasso em sua plenitude absoluta

Eu não consigo fazer meu projeto funcionar.
Não tenho os materiais necessários.
Não tenho equipamentos de testes para investigar o que eu poderia fazer para fazer funcionar.
Quando estou em algum lugar que tenha os equipamentos, não tenho tempo suficiente e nem materiais para usar.
Não existe absolutamente ninguém que possa me ajudar.
O tempo está acabando.
Eu estou tão profundamente ferrado e destruído em todas as direções e possibilidades imagináveis.
Eu estou tão só.
Eu estou falhando miseravelmente na única coisa em que eu devia ser pelo menos minimamente bom.

Neste momento, eu sou o fracasso em sua plenitude absoluta.

sábado, 7 de maio de 2016

Mais uma vez

Mais uma vez eu falhei com meus amigos.
Sou o pior amigo do mundo.

Mais uma vez o tempo acabou antes que eu pudesse notar.
Sou o cara mais lento do mundo.

Eu sempre encho minha garrafinha com água da torneira em vez de usar filtros. Sim, eu sou porco e podre. E eu não tenho olfato.
Pode ser que eu saia fedendo por aí e nem me dê conta.
As vezes eu desconfio disso.
Mas eu não ligo tanto pra isso.
Eu não tenho obrigação de ser higiênico, bonito, legal ou limpo porque ninguém liga mesmo. Quem é que vai vir até aqui no deserto pra ver isso? ninguém.
Oh! Como eu sou vitimista!
A culpa é toda minha!
Eu cago no teto pra depois as fezes caírem de volta sobre mim!!!

Não leve este blog a sério.
Ou leve, se você quiser.

Mais uma vez o universo conspirou contra.
Eu queria ir na casa do meu amigo, mas eu estou exausto.
Talvez eu já tenha morrido.
Nesse caso, ele provavelmente já sabe, então não vai sentir minha falta.
É, tomara que seja isso, tomara que eu esteja morto mesmo.
Provavelmente eu bati minha cabeça na mesa até perder a consciência, saí zumbificado por aí e fui atropelado por uma máquina de perfuração de poços de petróleo.
E agora, como maldição pela extrema burrice, meu espírito está condenado a pensar que ainda está vivo e que as pessoas ligam, quando na verdade nem conseguem me ver.

Ok, vou parar de escrever essa porcaria agora e ir dormir.

Tantos casais.... tantos casais..

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Fênix do deserto

E, se num dia eu mato você dentro de mim, quando chega a noite, lá está você em chamas novamente riscando o céu do meu deserto.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Caverna

Eu estava tranquilo e confortável nadando em um lago numa caverna.
Entrei em pânico quando percebi que a caverna na verdade era meu nariz e  a água era catarro.
Morri afogado.

sábado, 30 de abril de 2016

Vitimismo volúvel

Eu acordei 11:30 da manhã, que foi há dois minutos atrás, mas agora já são 11:30 da noite.
Há alguns anos atrás, numa situação dessas, eu viraria a noite mexendo com trabalhos e acharia tudo muito divertido.
Hoje eu acordei há 2 minutos atrás e já não aguento ficar com os olhos abertos por mais de 1 segundo.
Será que isso é porque estou doente?
Ou uma depressão de 2010 até 2015 foi capaz de cozinhar meu cérebro, inutilizando permanentemente a maior parte dele?
Eu estou morto?
Ou quase morrendo?
O que aconteceu?
Onde eu estou e quem foi que tomou meu lugar?
Quem sou eu?
O planeta gira tão rápido que eu estou ficando tonto.. acho que vou vomitar!

"Isso eu superentendo ela"
"Parar com esse vitimismo ia ajudar"
"Vc é muito vitimista"

"Mas já decidi que não vou me apegar....ela é muito volúvel"

Eu nem sei mais escrever.
Oh! Eu estou morto!

domingo, 24 de abril de 2016

O homem que caiu no poço sem fundo

Tinha um cara, há um tempo atrás, que costumava vir aqui no blog à noite de vez em quando escrever uns posts.
Eu gostava bastante dos posts dele.
Ele só aparecia de noite.
Acho que era o verdadeiro eu.
Me pergunto por onde ele anda.
Talvez já tenha morrido.

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Eu ia visitar um amigo que não encontro há um bom tempo, mas ele estava dormindo e não pôde me receber.

Eu estou tentando fazer uns rádios funcionarem, mas não estou tendo muito sucesso. Pedi ajuda sobre isso para um antigo colega de trabalho que já trabalhou com esses rádios. Ele disse que me enviaria o trabalho que tinha feito para eu ver como funciona. Mas ele não enviou.

Estou ouvindo o álbum "The Division Bell" do Pink Floyd, do qual gosto bastante.
Mas é um álbum um tanto quanto triste pra mim, me lembra de algumas tentativas desastrosas de me humanizar.

Eu me sinto como o cara que tropeçou e caiu no poço sem fundo. No início ele sentiu muito medo, mas após algumas horas caindo, começou a se sentir entediado. Ninguém temeria mais a imortalidade do que ele.

O tempo passou tão rápido e eu fiquei tão atrasado.
O espaço cresceu tão rápido e eu fiquei tão só.
Não ouço nenhum som.
Não vejo nenhum raio de luz.
Não sinto sequer um pensamento que não venha de mim mesmo.
E até os que vem de mim mesmo vão se tornando cada vez mais raros.
Para onde foi todo mundo?
Onde estão?
E por que eu fiquei aqui sozinho?
Voando cada vez mais rápido em direção ao nada.

domingo, 17 de abril de 2016

infinital noderada

Tenho muitas coisas tão absurdamente urgentes e atrasadas para fazer.
Tive um fim de semana de "folga".
Ou, pelo menos não tive provas para estudar.
Na verdade, não foi uma folga. No sábado tive que viajar a trabalho e, por cansaço, perdi o dia todo.
No domingo, saí para um show que foi absurdamente legariótico.
Agora já é noite, e eu não fiz nada do que tinha que fazer.

Como os humanos fazem para ter uma vida e ainda conseguir se manter em dia com os estudos?

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Acho que vai dar tempo e (não deu)

 - 24 horas não são o suficiente! Preciso desesperadamente de mais tempo!
 - Sinto falta da minha solidão, mesmo ainda estando sozinho.
 - Me sinto engolido, esmagado pela rotação do planeta terra que passa por cima de mim a 300 km/h como um carro de fórmula 1 equipado com um rolo compressor.
 - Tenho que repensar algumas coisas. Tenho que definir prioridades.
 - Não sei o que há de errado com meu sono. Vou acabar enlouquecendo de vez. Esse sempre foi um dos meus piores medos e tanta coisa nos últimos anos vem trazendo ele a milímetros da minha cara!
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 - Preciso de férias.
 - Preciso parar o tempo, dormir por uns 10 anos e depois voltar recuperado no momento em que parei.
 - Preciso trocar o dia pela noite.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH!!!!!

domingo, 10 de abril de 2016

Social Sclepserismo

Olha, quando tem 4 posts no mesmo dia é porque a coisa tá feia.
Incrível como a minha dificuldade para estudar está aumentando vertiginosamente.
Eu sempre fui de me distrair fácil, mas antes eu tinha menos fontes de distração.
Minha pseudo "vida social" evoluiu muito, está quase se tornando uma vida social (real e sem aspas) e acho que não estou sabendo lidar com isso da melhor maneira.
Tenho que aprender a me focar mais, se não, meu destaque acadêmico corre sério risco.

Demônios de transporte

Estudando "demônios de transporte".
Dá vontade de, assim que acordar de manhã, ir tirar um cochilo, e quando acordar do cochilo à noite, ir dormir.

Pâncreas estima

É muito nova, e bastante estranha para mim esta ideia de que pessoas possam gostar (ou pelo menos pensar que gostam) de mim.
Eu entrei num desses aplicativos de conhecer pessoas pela internet e estou tendo um relativo sucesso lá.
Quando criei o perfil, pensei que ficaria abandonado e que eu deletaria em breve.
Mas, inacreditavelmente, eu atraí, pelo menos, a curiosidade de algumas pessoas.
Talvez isso me permita evoluções mentais que eu nem sequer imaginava.

Tempo de insulina

Tempo.
O passar do tempo.
O arrastar do tempo.
O tempo de insulina.
Pâncreas em produção.

Só um conceito a ser evoluído, como uma glicose a ser processada.

domingo, 3 de abril de 2016

Singularidade

Um fragmento de sonho.
Um produto puramente mental.
Uma daquelas ilusões que nos tomam a mente durante várias horas.
No funcionamento normal do universo, não teria qualquer compromisso com o mundo material.
Porém, estranhamente, houve uma singularidade.
Uma aberração do espaço, tempo, probabilidade.
Uma invasão do mundo real por parte daquilo que deveria estar apenas no imaterial do imaginário.
O possível tomou mais um pequeno pedaço do impossível.
A imaginação se confundiu com aquilo que está fora dela.
Durante um pequeno intervalo de tempo.

Ouro Preto

Estou com muito sono para conseguir escrever adequadamente sobre isso..
Mas, hoje (ontem, na verdade) foi muito além das minhas expectativas!
Foi realmente incrível..
Uma vitória gloriosa e memorável para o Forever Alone.
Seremos eternamente gratos a garota de Ouro Preto, que rouba beijos e deixa no lugar felicidade, carinho, um filme muito bom e uma ótima conversa!