segunda-feira, 12 de setembro de 2016

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Oi.
Tudo bem?
Acho que estou bem, eu acho.
Pelo menos um pouco, talvez.
Esse mês estão fazendo uma campanha de prevenção ao suicídio.
Um professor meu disse que uma pessoa se suicida a cada 40 minutos na nossa cidade.
40 minutos.
E eu olhando fixamente para o relógio.
40 minutos.
E os ponteiros se arrastam.
40 minutos.
Ouve-se um "tic".
40 minutos.
Ouve-se um "tac".
40 minutos
E eu olhando ansiosamente para o relógio.

domingo, 11 de setembro de 2016

Eu e meu encefezes céfalo

Passaram os dias em que eu tinha muita coisa pra fazer, então eu fazia uma garrafa de café e seguia noite a dentro até terminar tudo.
Hoje eu tenho muita coisa pra fazer e vou dormir.
Estou tão morto que os moradores do cemitério me invejam.
Ainda assim faço algumas coisas de seres vivos.
Mas, os mortos sabem que sou um deles.
Me cumprimentam sempre que me vêem.
As vezes me dá uma vontade de ir morar com eles.

Talvez seja apenas um cansaço passageiro.
Talvez eu tenha me cansado um pouco da engenharia.
Talvez eu precise de umas férias, ou de me formar logo.
Talvez eu tenha enjoado permanentemente.
Talvez eu esteja muito doente e precise me tratar.
Talvez eu esteja muito só.
Talvez tudo tenha se desfeito aos poucos, virando pó, e eu esteja vagando errante por um vazio infinito.
Talvez seja só preguiça de fazer o que tenho que fazer. Mas preguiça de tudo?
O que eu faria amanhã se não tivesse nenhuma obrigação?
"Eu simplesmente pegaria minha bicicleta e pedalaria para o mais longe que conseguisse."
Bom, isso é bom. 
Pelo menos não seria dar um tiro em mim mesmo, já é um avanço.
Estou compondo músicas também.
Pelo menos eu ainda tenho vontades alcançáveis.

"Estou passando por uma fase difícil."
Mas já faz tanto tempo que estou dizendo isso.
É mesmo uma fase?
Parece que são várias, e cada uma foi ficando mais difícil que a outra.

"Eu e meu encefezes céfalo"
Cara, que nome que eu arrumei pra esse post.
Me caguei de rir.
Mas todos os caminhos estão bloqueados.
Tudo bem, acho que vou voltar ao trabalho.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

E

Uma coisa sobre mim: Eu sou uma pessoa ruim.
Sim, eu não sou um cara legal.
Eu machuco pessoas as vezes.
Não fisicamente, mas mentalmente.
E olha que não é uma psicopatia, por que é algo que já fizeram comigo e eu sei como é ruim.
E mesmo assim eu faço.
Sim, eu sou um canalha.
E não tem muita justificativa.
É só isso mesmo, eu sou um babaca.
Acho que minha solidão é bem merecida.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Tarântulas Contra Cocô

Eu realmente espero que eles tenham pesquisado alguma coisa.
Porque eu não pesquisei quase nada.
Há alguns anos atrás eu tinha vida e capacidade para fazer tudo sozinho, se fosse preciso.
Mas, agora não tenho mais nenhum dos dois.
Estou com tanto sono que seria capaz de comer cocô para ter mais umas 67 horas de sono.
Se eu encostar na parede eu durmo.
Cada vez que pisco o olho é tão difícil abrir de novo, eu tenho que fazer tanta força, que acabo quebrando três vértebras da coluna. Até agora já foram 16 mil vértebras quebradas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Morto

Tudo bem.
Eu estou morto.
A partir de hoje eu estou morto.
Não que eu tenha me suicidado, ou mesmo morrido.
Morto, ainda posso caminhar por aí, por enquanto.
Mas é que não há muito a se fazer.
A minha mediocridade se tornou uma infecção progressiva, generalizada e incurável.
Eu sempre fui um tapado, mas antes eu me interessava tanto por algumas coisas.
Agora, não sei mais.
Tudo está "bom" do jeito que está.
Não há nada a ser dito.
Pouco a ser experimentado.
E o que tem grande potencial não vale a pena o esforço, ou é impossível.
Eu sou a definição do vazio.
A ausência da mente.
Bem menos do que um animal.
Muito mais inútil e frio do que um robô sem energia.
Eu não sou uma pessoa.
Eu não sou nada e meus parâmetros não se comparam com o de uma pessoa.

Ok, sei que meus exageros estão exageradamente exagerados.
Só estou cansado.
Só quero dormir um pouquinho, ou bastante, ou muito mesmo até acabar tudo.

Somos fezes porque, um dia, alguém veio e nos disse que somos fezes e nós acreditamos.

domingo, 28 de agosto de 2016

Invisível

Sim, eu sou invisível.
E sei que é cansativo ficar fingindo que eu existo.
É quase um trabalho.
Não é algo que se faça num fim de semana.
Fim de semana é para fazer coisas legais e descansar.
Não pra ficar fingindo que eu existo.

Haha! Eu mereci!
Eu fui muito idiota.

Tudo bem, tudo bem, eu estou bem.
Não foi nada demais.
Só eu dando ponta de faca em murro.
Faca em murro de ponta.
ponta de murro em faca.
murro em faca de ponta.

Celebremos a incapacidade!
Retardabilidade!
Ausência total da capacidade de aprender!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Quem?

 - Quem?
 - Pode ser metade minha e metade sua.
 - Hum legal.. Mas, porque você não me diz isso de verdade em vez de só ficar só imaginando na sua cabeça 1 milhão de vezes e depois escrevendo no blog?
 - Eu queria tanto.. realmente queria tanto poder te dizer isto, e tantas outras coisas. Mas eu não posso.
 - Por que não?
 - Porque você já deixou bem claro que não quer ouvir.
 - Ok, mas você pode desabafar, eu não vou te impedir disso..
 - Eu sinto muito... realmente sinto muito que tudo seja assim. Mas, não há mais nada que eu possa fazer. Isso só é possível aqui na minha mente, mesmo.
 - É uma pena..
 - Sim, é uma pena...

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Inércia

O piloto, de repente, se cansa.
Larga os controles no modo manual.
Sai da cabine e resolve tirar um cochilo.
Os passageiros dormem sossegados.
Ninguém em pânico.
Ninguém aflito.
Ninguém sequer alarmado.
A calma absoluta reina.
O vazio paralisa e anestesia.
Em meio à chuva de lágrimas.
No avião errante.
Que ainda flutua, por inércia.
Por enquanto.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

"Não estou fazendo nada"

Foi um feriado bastantemente legariótico.
A bike me leva cada vez mais longe, para lugares cada vez mais legais.
E ainda há muitas aventuras a serem trilhadas.
Esperança no futuro.
Até baixei aquele trem patético de novo (apesar de ainda estar morto de preguiça com aquelas pessoas difíceis do "não estou fazendo nada").

Acho que minha cura agora finalmente voltou a progredir.

Agora essa semana vai ser pesada..
Mas, acho que eu aguento!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Excesso de passado

Eu tenho este grande amigo que realmente está se esforçando astronomicamente para me salvar da deprê.
Bem, eu não sei ao certo o quanto eu estou afundado, atualmente.
Esses dias eu estou meio mau, mas talvez seja só uma recaída.
Talvez em breve eu esteja bem melhor, ou não.

Este amigo me disse que a ansiedade é o excesso de futuro, e o excesso de passado é a depressão.
Será que é isso mesmo?
Então, logo eu que tenho a memória tão péssima, estaria afetado por um excesso de passado?

Bem, na verdade faz sentido, pois não há muita coisa (talvez, não haja nada) no presente que justifique esses meus maus momentos.

Ele também me disse que o passado não precisa ter nenhuma importância e que eu sou responsável e tenho controle total sobre a minha vida a partir de agora.

No momento em que ele falou isto, estávamos caminhando por um corredor e havia algumas meninas bem bonitas lá.
Eu me imaginei falando qualquer coisa aleatória para uma delas, e então fui atingido por um medo infinito, um terror, pânico.
O medo só de imaginar em falar com alguém desconhecido, principalmente sendo uma menina.

Provavelmente este medo também tem relação com algum excesso de passado.
Meu cérebro parece ser otimizado para auto destruição.

Enfim, tentarei escrever mais sobre isto depois, é uma discussão que pode ser significativa para a minha cura, mas eu estou com muito sono agora.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Dedos

Como uma placa tectônica flutuando num oceano de sonhos destruídos.
Os "Sabe tudo" que ninguém aguenta.
Os "idiota acadêmico".
Agora é tão tarde para descobrir isso.
Se eu soubesse antes, eu teria feito diferente.
Mas agora estou velho, pois não há mais nada pelo que valha a pena lutar.
E eu não sei fazer nem um pedaço de merda daquilo que costumava ser a única coisa em que eu era pelo menos minimamente bom.
Minhas lágrimas são urina escorrendo pelos meus dedos.

sábado, 6 de agosto de 2016

Fezes da moda

Uma das personalidades de Sclepser morava em uma cidade onde as pessoas adoravam comer fezes de pombos.
Ele, obviamente odiava, e por isso acabava sendo uma pessoa bastante solitária.
Após tantos anos de isolamento, Sclepser decidiu finalmente começar a comer fezes, e fazer isso de fato melhorou um pouco sua vida social.
Algumas semanas se passaram e veio uma nova febre: Fezes de cachorro!
Eram tão melhores! Maiores! Mais quentinhas e suculentas!
Pombos estavam ultrapassados, só mesmo Sclepser para fazer algo tão não usual.
Sclepser estava sozinho novamente no mundo das fezes de pombo.
Num esforço monumental, Sclepser começou a comer fezes de cachorro também, e até que se acostumou bem com isso.
Novamente, Sclepser recuperou um pouco da sua vida social.
Mas não por muito tempo.
Os tempos estão sempre mudando.
E agora todo mundo só queria saber de uma coisa:
"Hei! para que utilizarmos animas para produzir as fezes que comemos?"
"Que burrice! Nós temos nossa própria fonte de fezes nos seguindo o tempo todo!"
Isso mesmo, assim começa a nova moda: Se alimentar das próprias fezes.
Sclepser se senta em um banco num ponto bem deserto da cidade.
Um grande cansaço cai sobre ele.
"Isso realmente não é para mim. Eu nasci tão errado.."

...

"Se eu soubesse que demoraria tanto, eu teria ido dormir."

Cagare feder

Cagare feder
Cagare feder
Cagar e feder.


Para as montanhas vamos nós, eu e Cagare Feder.
Cagare Feder é um grande amigo meu, nós gostamos muito de subir montanhas juntos.
Mas, quando subimos, ficamos com preguiça de descer e morremos lá em cima.
Já fizemos isto várias vezes.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Para

"Para, vei! para!"

Eu sei, eu pareço um peso morto, as vezes.
Eu estou tentando melhorar isto.
Pode demorar um pouco.
Ainda está sendo muito difícil manter um "alto astral".
Estou tentando fazer coisas que gosto e pensar positivo.
É uma forte luta interna para eu manter assim.
Talvez eu vá melhorando com o tempo...

Fênix



Finalmente consegui gravar esta música.
Fazia um bom tempo que eu estava querendo gravar.
A música inspirada na Fênix, e dedicada para ela (e que ela nunca vai escutar).
A Fênix que partiu do deserto.
Verdade é que a Fênix nunca esteve aqui.
Foi tudo apenas uma grande miragem, ilusão ou alucinação.
É fácil perder a cabeça no deserto.
Sabe-se lá onde pode estar o andarilho agora.
Provavelmente foi engolido por alguma outra criatura que também só existe em sua cabeça.