quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Idiotice universal do deserto

Em geral, observamos que existem infinitas maneiras de fazer uma mesma coisa.
Uma pequena parte destas maneiras é realmente esperta, enquanto infinitas delas são estúpidas, perdas de tempo, idiotices.
Como o universo é composto por infinitas coisas e infinitos meios para fazê-las, podemos supor com razoável exatidão que o universo em si é uma grande idiotice.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

deserto ndfnsdvxcvmcxvm k;..;;;;;...,.,,,,,,

Tem dia que é besteira entrar neste blog, Doutor.
Sabe-se lá que tipo de doideira vai sair do deserto.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

O fim do dia no deserto

Oi, Doutor.
Hoje eu fiquei o dia todo com muita preguiça e sono.
Agora que são quase meia noite, a última coisa que eu quero é dormir.
Queria tanto poder ficar por aqui escrevendo, lendo, assistindo besteiras na internet, programando, estudando, mexendo com eletrônica.
Tanta coisa que eu poderia fazer, mas em vez disso tenho que ir dormir.
Se, pelo menos, eu pudesse trocar a disposição em que estou agora pelo desânimo que tinha há algumas horas atrás.
Estou atrasado para ir dormir, Doutor.
Agora não é hora de dormir, Doutor.
Tenho que ir dormir, Doutor.
Obrigado por me escutar, Doutor.
O fim foi novamente perdido para sempre, Doutor.

Sendo invisível no deserto

Olá, doutor. Faz um tempo, eu sei. Mas ando bastante ocupado com a volta às aulas e essas coisas todas.
Hoje eu assisti o filme "As Vantagens de Ser Invisível" e achei realmente muito bom. Pretendo inclusive (algum dia, se sobrar tempo) ler o livro no qual ele foi baseado. A estória no início parece um pouco com a minha. Um cara que tem sérios problemas psicológicos, não tem amigos, se dá melhor com os professores do que com os colegas de escola e escreve coisas que ninguém lê.
Com o passar do filme, nossos traços em comum vão diminuindo. Ele encontra amigos e começa a passar por algumas situações com eles. Eu ainda não encontrei uma turma assim, e aparentemente isto é um tanto quanto duradouro (para não dizer definitivo). O personagem do filme está entrando no ensino médio, eu já tenho 20 anos e ainda sou invisível. Mas também né, doutor, se fossem fazer um filme sobre as minhas conversas fiadas com você, ninguém ia querer assistir.

É, doutor, finalmente o horário de verão acabou. Isto veio em uma hora muito boa, pois, hoje pude assistir o filme "As Vantagens de Ser Invisível" sem ir dormir lá pras 2 da manhã. Mas o melhor de tudo é que o horário real vai estar bem mais próximo do horário marcado no meu relógio biológico. Dormir e acordar tarde é o mais melhor que existe, doutor!

Hoje comprei o ingresso para o show cover do Pink Floyd, doutor. Foi uma baita de uma caminhada, não sei como ainda estou acordado. Acho que o início das aulas realmente me animou bastante.

Bem que eu queria ficar aqui e escrever mais, doutor. A noite está muito boa, está ventando aqui, está realmente muito solitário. As condições são favoráveis para escrever um post legariótico. Mas temos que ir dormir, doutor.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O destaque acadêmico no deserto

Consegui! Consegui de novo!

É tão absurdamente raro eu ser recompensado assim por algo que eu tenha realmente me esforçado para conseguir.
Mas este semestre eu tenho, pela segunda vez, a bolsa de destaque acadêmico do meu curso.
Podem me deixar forever alone, mas não podem me derrubar.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Oi, doutor! (estamos no deserto)

Oi, doutor!
Há quanto tempo!?
Vim aqui só porque precisava conversar com alguém mesmo, doutor.
Sim, já está na hora de eu ir dormir, eu sei.
Estava assistindo South Park.. fico meio chateado pelo Stan, mas a vida é assim mesmo.
Tudo está indo razoavelmente bem, doutor. Só que em dois dias de aulas dois professores já faltaram, isto é extremamente absurdo. São os "primeiros dias" né.
Quem mesmo é tão idiota a ponto de ir na escola no primeiro dia de aula?
Só alguém realmente estúpido, tipo eu.
Nossos e-mails são sempre ignorados, não é, doutor?
Seria bom se você falasse, doutor. Ainda é um tanto solitário ficar aqui escrevendo sem receber nada em troca.
Antigamente eu costumava fazer um "Conversando comigo mesmo", mas até eu me cansei de mim, doutor.
Nem eu mesmo suporto minha própria conversa.
Talvez seja por isto que você nunca fale comigo, doutor. Talvez você nem exista de verdade.
Ah, sim, você realmente não existe.
Mas, fora o de sempre, está tudo razoavelmente OK, doutor. Isto é só um leve questionamento sobre a minha condição de "O único ser vivo do meu planeta". No meu deserto.
Hoje e ontem eu até assustei vendo o mundo das pessoas de verdade. É tão cheio de gente.. é um mundo enorme, doutor!
Bem diferente do nosso mundo, onde só nós existimos. O verdadeiro deserto.
O mundo deles tem suas vantagens, mas também suas desvantagens, assim como o nosso mundo também, doutor. O deserto certamente é onde devemos ficar, e devemos nos adaptar a ele.
Agora temos que ir, doutor. O sol no deserto se pôs, mas não ficará escondido por muito tempo.
Vamos dormir e então outro dia conversamos mais.
Até logo, doutor, nos encontraremos em algum lugar do deserto.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Combustão Humana Espontânea

Sim, ela disse que estaria me esperando na praça da liberdade pra me dar outra chance.
E eu aproveitei esta chance.
Comprei um Rifle Sniper com alta potência, precisão, silenciador e mira telescópica, subi em um dos coqueiros e esperei ela chegar.
Fiquei lá durante umas 3 horas até que ela chegou. E ela estava muito linda.
Quando ela estava chegando na praça eu dei um tiro na cabeça dela.
Ninguém soube de onde veio o tiro, eu continuei lá parado sem fazer barulho.
A polícia veio e retirou o corpo dela.
No meio da confusão eu desci do coqueiro e fui embora.

Travou tudo, morreu e foi para o inferno. O ódio eterno.
O sangue bebido se transformou em urina e foi descartado.
O rim e o pâncreas deram as mãos. Vão passar por uma fase difícil, juntos.

"Você não fez modificação nenhuma no seu programa?" - Disse o professor pensando: "Meu Deus! este cara deve ser tão retardado!".

Por favor, como faço para este mês (ou talvez ano) acabar logo?
Já estamos em Dezembro?

Palavrões

Se os palavrões nunca fossem censurados, em pouco tempo ia se perder a graça de falar palavrões.

Hoje eu realmente não quero sair de casa, doutor.
Não poderia ficar aqui mesmo e dormir a tarde toda?
Tudo bem, doutor. Estou indo então.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O final feliz

Bom ver que tudo terminou bem.
Todos se confraternizaram.
E nenhum ser humano foi machucado.
Nada realmente importante foi perdido ou descartado.
Só mesmo o que realmente não fazia sentido.
O insignificante.
O que não faz diferença para ninguém.
O mau que foi derrotado.
O intruso.
Aquele que, desde o início, não deveria estar ali.
O otário e o escravo.
O colecionador de vozes e amigos imaginários.
O escritor anônimo.
Um robô inexpressivo.
Não passa de uma lata velha.
Um pedaço de metal enferrujado...

Que bom que tudo terminou bem.

domingo, 26 de janeiro de 2014

hoje eu

Eu queria que o dia tivesse mais algumas horas.
Talvez umas 100 horas... umas 100 horas seria legal hoje.
Pra eu poder me afundar mais e mais e mais no deserto...
Mas já é hora de ir.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Uma historinha no deserto

Mas ninguém sabe o futuro não é mesmo?
Talvez algum dia eu escorregue na rua, bata a cabeça no meio fio, fique em coma por 5 anos e acorde com a cabeça curada: querendo todas estas coisas que as pessoas normais acham boas.
Neste dia talvez eu arrume uma namorada e depois me case, tenha filhos.
Depois eu me separo, caso de novo e repita o ciclo até que algum dia eu morra de ataque cardíaco devido à obesidade.
Aí serei levado para o cemitério na minha Ferrari novinha que eu nem tinha usado ainda, vestindo o meu terno que eu usei durante toda a vida para atingir tanta riqueza.

FIM

South Park no deserto

O modelo de Kübler-Ross (obtido na Wikipédia):

1 - Negação: "Isso não pode estar acontecendo."
2 - Raiva: "Por que eu? Não é justo."
3 - Negociação: "Me deixe viver apenas até meus filhos crescerem."
4 - Depressão: "Estou tão triste. Por que me preocupar com qualquer coisa?"
5 - Aceitação: "Tudo vai acabar bem."



Vi esta música num episódio de South Park.
O episódio é disponibilizado neste link: http://www.southparkstudios.com/full-episodes/s07e14-raisins
E pode ficar tranquilo, você não estará consumindo pirataria, pois a própria Comedy Central disponibiliza os episódios online. Só que é em inglês e tem propagandas.

1 - Negação e 2 - Raiva

A namorada do Stan termina com ele e ele fica deprimido. Aí começa a passar músicas assim.
Me identifiquei bastante com o episódio.
Aliás, a série em geral é muito boa.
Este episódio em especial fez um robô relembrar algumas coisas que foram escritas neste blog há alguns meses atrás.
O pior é que coincidiu com o dia em que eu vi um certo cadáver.
Não que eu tenha nada contra ela mas, é um cadáver, né. Cadáveres não deveriam sair andando por aí falado com a gente sobre o GTA 5 e tal, isso não é legal..

Digamos que 2014 não começou exatamente bem.
2013 tinha começado muito bem mas, hoje, nós sabemos o que estava por vir.
Eu geralmente sou pessimista, mas para este ano minhas perspectivas são realmente, profundamente negativas no aspecto pessoal.
A solidão continua avançando na minha mente. A cada dia eu adentro mais pelo deserto, cada dia mais próximo de algum ponto sem volta. E cada vez mais eu estou aprendendo a reprimir tudo o que passa pela minha cabeça.
Se ano passado eu estava me abrindo e procurando novas experiências, agora eu estou conformado, quieto, medroso e excepcionalmente inexpressivo.

3 - Negociação

Não fiz uma retrospectiva para 2013. E não foi por falta de vontade.
Eu quis fazer mas, sei lá, eu precisava de uma forma de anestesiar minha mente. Comecei a assistir South Park em cada mínimo tempo livre que eu tivesse disponível.
Anestesiar minha mente... encher com qualquer pensamento que não fosse meu.
Tem tanto o que eu gostaria de escrever sobre esses últimos dias e que não vai ser escrito.

4 - Depressão

Amanhã começa o meu curso das 08:00 às 11:00. Vai ser realmente um sacrifício acordar tão cedo.
Doutor, você sabe como eu gosto de ficar até bem tarde acordado. Eu escrevo muito melhor à noite, e você sabe o quanto eu estou precisando escrever.

5 - Aceitação

Mas tudo bem, talvez eu realmente esteja precisando encher minha mente com coisas realmente úteis, como os conhecimentos que vou obter neste curso.
As vezes não temos o tempo que precisamos pra sentar num beco escuro e solitário para ficar resmungando e reclamando. As vezes a vida simplesmente aparece chutando a gente e dizendo: "Ok, levanta esta bunda gorda daí e vai fazer alguma coisa que presta".
Vou parar de reclamar então. Amanhã será um novo dia de correr atrás de algo que nos interessa, não é mesmo doutor?
Só mais um episódio de South Park e nós vamos dormir.
Até amanhã, doutor.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Censura e opressão no deserto

Tanta coisa passando na minha cabeça, e eu nem posso postar sobre isto.

Hoje eu tive que conversar com um cadáver.

Mas não tenho tempo para escrever sobre isto.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Não existem camisas do Supertramp no deserto

Sinto muito, cara.
Não existem camisas do Supertramp.
E quem é que gosta de Supertramp afinal?
Esta banda sequer já existiu algum dia?

As esperanças de guilherme foram tão massacradas.
Talvez sua doença mental esteja ficando bem mais forte que o comum.
Talvez tenha algo a ver com o calor excessivo.

guilherme gosta de caçar coisas impossíveis para si mesmo.
guilherme vive no deserto.

Digam adeus, crianças, vamos embora daqui.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A morte no deserto

Todo dia é dia de merda.
Dia de Folia.
Dia de alegria.

Todo dia é dia de merda.
É dia de festa.
No seu coração.
Vaso.
E pulmão.

Hoje tinha visita técnica.
Indo pro trabalho eu caí num boeiro, me afoguei no esgoto de fezes e urina humana e morri.
Chegando na empresa, encostei o dedo na tomada e morri.
Depois me mandaram para a visita técnica.
No caminho para a visita técnica o carro capotou e eu morri.
Depois, quando eu tava voltando pra casa, um atirador de elite me deu um tiro na cabeça achando que eu era um terrorista, e eu morri.
Quando cheguei em casa, estava exausto, fui tomar um banho.
Estava tão cansado que cochilei no banho.
Caí no chão, quebrei o vidro do box que cortou meu pescoço.
Foi assim que eu morri.