domingo, 17 de setembro de 2017

Ressaca

Não tenho dor de cabeça.
Minha ressaca é mental.

Se pessoas realmente gostam daquilo, então eu não sou uma pessoa.

Eu não sou de dar show.
Quando sinto que é a hora, eu não falo com ninguém.
Eu simplesmente vou.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Aqui no futuro

Olá!
Daqui do futuro!

Aqui no futuro tudo é branco.
Tudo é cinza.
Monocromático.

Aqui no futuro, tudo é de ferro.
Eletrônico.
Automático.

O futuro fica aqui bem no alto.
Então a gente vê tudo aí no passado.

Só é uma pena daqui não poder atirar.
Não tem arma, nem bala, e não dá para comprar.
O dinheiro aqui não é vale nada, é só pra enfeitar.

Aqui no futuro é tudo branco, e está tudo em eterna queda livre.
Não há vento nem luz, mas é tudo branco.
Não há nada para ver nem sentir.
É tudo branco, mas não existe luz.
E não tem ninguém aqui.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

No oceano de fezes, eu sou detergente!

Tudo bem, eu sou um idiota.
Eu trato as goiabas como se fossem outra espécie, não como iguais, e é por isto que jamais uma goiaba permitirá que eu a toque.
É claro que, eu também sou totalmente diferente do que as goiabas esperam.
E SIM! Existe um comportamento/visual padrão que as goiabas esperam!
Elas são meio que computadores SIM! Que seguem um certo protocolo e que podem ser acessadas se o operador conhecer esse protocolo.
Mas, nós também somos, e não há problema nenhum nisso.
Quero dizer, não "nós". Me referia aos humanos, não a mim.
Não posso me incluir como humano, não, não.
Eu já disse alguma vez que eu sou um idiota?

Mas, mesmo sem diferenciar, goiabas ou humanos..
Fato é que eu não sinto pertencimento.
Eu sou incapaz de pertencer.
Ou seja, eu não sou parte de nenhum grupo.
Eu nunca vou ser um membro de nada.
Eu nunca consigo tratar ninguém como igual, pois eu não me sinto igual a ninguém.
Eu sou o pedaço rasgado de papel.
O subproduto indesejável do éter.
O estilhaço de imã que jamais terá para onde voltar.
No oceano de fezes, eu sou detergente!

Eu vou apodrecer bem antes de morrer insano, podre, deslocado, vazio e sozinho.

Culpa - A batata quente

É MUITO IMPORTANTE DEFINIR DE QUEM É A CULPA.

Não tem problema se nada funcionar.
Desde que se tenha consciência de que nós não somos os culpados.
Temos que jogar a culpa nos outros.
A coisa mais importante de todas é saber de quem é a culpa.
Afinal, se ~acidentalmente~ a culpa vier a ~erroneamente~ cair sobre nós... não.. isso é inadmissível! Não pode acontecer de forma alguma!

Que não seja tudo problema nosso!
Passa a bola um pouco para eles também!
A culpa é deles não nossa!

...

Ps: Este é um post sarcástico. Exceto o que vem depois dos três pontos, que não é sarcástico.
Os três pontos são como o muro do sarcasmo.
O sarcasmo acaba ali.
Eu sou um idiota. Isso não foi sarcástico.
A verdade é que eu estou muito cansado de tudo isso.
E isso não foi sarcástico.
Nada depois dos três pontos foi sarcástico, deu para entender bem isso? Fui claro o bastante?

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ser humano

O andarilho se arrasta pelo seu infinito deserto.
E o pensamento em desistir ecoa pesadamente em sua cabeça.
Desistir de tudo.
E se unir às areias do deserto, em seus esplendorosos ventos.
Deixar que sua consciência se difunda em milhões de grãos voadores.
Até que a abstração atinja o infinito.
Libertando-o do querer e não ser - humano.

sábado, 12 de agosto de 2017

Após

Procurando e procurando.
Sem saber o que está procurando.
Andando pesadamente com sentidos saturados e atenção ausente.

Todas as palavras já foram usadas.
Não há mais nada a ser dito.
Não há mais nenhum som.
Apenas o vento do deserto.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Xixi na calça -epílogo

Eu fiz xixi!
Xixi na calça!!
Que felicidade!
Os níveis F estão muito altos.
Em que planeta eu vivo?
Desculpem-me por eu ter que escrever isto de forma "criptografada", mas eu não poderia dizer literalmente.
Ou será que eu disse literalmente?
Xixi na calça?
Não acredito, guilherme, não acredito!
Em que planeta você vive?

Haha! Isso é tão inacreditável! Indizível! Individual!
Bem, eu contei pro mister Pharael, mas só para ele.

Eu tenho o meu universo só pra mim.
E de forna alguma isto é ruim.
O meu universo, só meu.
E agora que eu vou realmente começar a construir e viver nesse universo.
E finalmente eu estou aceitando isso tão bem.
Eu posso fazer xixi na calça no meu mundo se eu quiser, e ninguém vai sequer ficar sabendo, pois, simplesmente não existe ninguém aqui além de mim!
E, isso me dá uma sensação de preenchimento, completude.
EU sou completo.
Eu não sou mais vazio.
Não há mais aquele vazio por trás dos meus olhos.
Não.
Pois, o xixi na calça é como o Big Bang.
O momento da criação!
E aqui eu flutuo em meio ao plasma hiper quente e em ultra rápida expansão.
Hoje se inicia o universo do xixi na calça.

Xixi na calça -corpo

Hoje teve aquele xixi na calça! Legal demais, cara!
Hoje a gente descobriu que agenteSomos pessoas horríveis!
O "cara bonzinho", agenteSomos o "cara bonzinho".
Mas ela está terrivelmente certa.
Agora isto não faz mais diferença absolutamente nenhuma.
A oportunidade pessoal já acabou, agora é só ser o guilherme até o fim.
Agora é apenas deserto, deserto mesmo, MESMO!
Só areia pra todos os lados (O que não é ruim de forma alguma, pois minha mente está poderosa o suficiente para erguer toda uma civilização mental neste deserto!).
Pra sempre.
Ou, pelo menos até uma virada extremamente dramática nos eventos cotidianos.
Recomeçar uma vida do zero? Talvez em outra cidade? Com um emprego em outra área totalmente diferente?
Eu seria um bom entregador, daqueles que entregam coisas em bicicletas.
Começaria por aí.
Mas, não há necessidade de tanto extremismo.
Tudo vai acabar dando certo da forma convencional.

Xixi na calça -preâmbulo

Minha saúde física anda péssima, já faz mais ou menos um mês.
Provavelmente devido ao tempo frio dos últimos dias.
Passei uns dois fins de semana inutilizado por alergia, mais um com a garganta inflamada.
Hoje perdi completamente minha voz, não consigo dizer uma palavra.
Eu naturalmente já não sou de falar muito, mas é um tanto incômodo não poder dizer absolutamente nada. Parece que estou excessivamente preso dentro de mim, até mesmo para os meus padrões absurdamente altos de isolamento.
Pelo menos minha saúde mental anda tão bem quanto não andava há vários anos (ou talvez nunca).
Finalmente estou começando a ser produtivo, ter mais boas ideias, voltando a mexer com música, com projetos de eletrônica em casa.
É um processo absurdamente lento, mas está em progresso.
Meu individualismo ainda está muito extremo, mas, já saí umas duas vezes nos eventos do dia do Rock, pelo menos. Talvez também seja algo que esteja melhorando em uma velocidade muito abaixo da perceptível visualmente.
Bem, acho que escrevi este post mais porque precisava de me expressar de alguma forma, já que minha fala está completamente inacessível e as poucas pessoas com quem eu converso por escrita já provavelmente estão saturadas do meu papo furado.

domingo, 2 de julho de 2017

Começo do recomeço

Este fim de semana eu tinha marcado de tocar umas músicas com um grande amigo e outros dois amigos dele.
Mas eu não fui.
A "desculpa oficial" foi a de que eu estava tendo mais um dos meus já clássicos devastadores ataques de alergia. E era verdade, eu estava mesmo. Mesmo que eu fosse um bom músico (E EU NÃO SOU MESMO!) seria difícil tocar com o meu nariz no estado em que estava, e eu não ia conseguir me divertir muito.
Mas, talvez não tenha sido esta a principal razão.
Essa semana eu passei muito tempo no estágio, pratiquei muito pouco com meu baixo.
Além de que meu psicológico ainda está quase completamente destruído, ainda há muito trabalho a fazer para ir juntando os pedaços.
Eu não me sinto preparado para tocar com mais gente, eu ainda nem conheço as escalas, e não combinamos nenhuma música específica, ia ser mais um "improviso" mesmo.
Eu ia só atrapalhar o som e a diversão dos caras.
Por outro lado, eu queria bastante ter ido. Por mais que eu seja péssimo, é sempre divertido tocar com o pessoal e eu sempre saio inspirado e com a cabeça a mil, por mais que passe por muita pressão. É uma forma muito eficaz de enfrentar e avançar sobre minhas barreiras psicológicas.
Tomara que hajam novas oportunidades, seria bom se, pelo menos dessa vez, uma decisão que eu tome em um momento difícil não destrua um futuro promissor.

Pelo menos, eu fiquei em casa, pude desfrutar bem da minha solidão, sem ficar triste por isso.
Dei umas voltas a pé pelo bairro, a procura de uma pizza!
Voltei a jogar jogos que eu jogava nos primeiros anos de vida.
Comecei a organizar vários arquivos antigos que eu tinha em um computador velho. Vou usar o espaço para fazer uns ajustes no computador que eu uso atualmente. Pretendo, assim, avançar nos meus conhecimentos sobre programação e eletrônica.

Estranho foi a forma com que comecei o dia de hoje. Estranho, e talvez um pouco triste.
Bem, eu não sei porque, mas eu sonhei com a Fênix. Eu juro que estava fazendo um bom trabalho me isolando dela! Nem estava entrando em redes sociais onde a imagem dela poderia aparecer!
Não sei porque minha mente resolveu ressuscitar este tema sem o meu consentimento.
No sonho, nós caminhávamos por um lugar (que eu não me lembro bem os detalhes, mas parecia ser a faculdade, mesmo) e a cada vez que chegávamos em uma bifurcação, nos despedíamos, nos abraçávamos longamente, porém, depois acabávamos seguindo pelo mesmo caminho (como realmente fizemos algumas vezes pela faculdade, na época em que ainda conversávamos), e fizemos isto várias e várias vezes, só caminhando e jogando conversa fora.
Foi triste, porque o sonho parecia tão real.

Enfim, assim está sendo o começo do recomeço.
Ainda não estou conversando quase nada com os amigos que eu abandonei durante os últimos anos.
Ainda não voltei para aquele aplicativo do desespero afetivo (haha!), na verdade, nem passa pela minha cabeça a possibilidade de conhecer alguém novo tão cedo (e nem tenho vontade).
Ainda não estou cuidando de mim mesmo da maneira certa.
Estou passando meu tempo sozinho, revivendo antigos hábitos e interesses, organizando minhas coisas.
Reconstrução.
Este é o momento de ter paciência com si mesmo.
Aos poucos o gelo vai derretendo.
Não dá para simplesmente sair da câmara criogênica e esperar que a vida te preencha plenamente de um segundo pro outro.
Vai levar um tempinho, mas aos poucos eu vou colocando as coisas no lugar!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O recomeço

Agora é recomeçar tudo do zero.
Como se eu tivesse acordando de um sono que tivesse durado os últimos 8 anos.
As coisas vão melhorar, muito.
Mas, não vai ser da noite pro dia.
Vai demorar um tempinho ainda.

No momento, eu não estou animado para pessoas.
Não estou interagindo com quase ninguém.
Não estou interagindo muito nas redes sociais.
Não estou animado para sair e fazer quase nada.
Estou me dedicando quase 100% ao estágio, que ficou tão abandonado nesse semestre.

Mas, isto deve durar uma ou duas semanas no máximo.
Minha mente ainda mostra traços dos gravíssimos danos causados pelos últimos anos.
Mas, aos poucos eu sei que tudo vai melhorar.
Meu corpo e minha mente vão se reconstruindo das ruínas.
Vou juntando os pedaços, remendando.
Provavelmente, jamais terei uma mente saudável, mas aos poucos eu vou melhorando e evoluindo.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

FINALMENTE O FIM

Finalmente o fim de mais uma fase na minha vida.
TCC apresentado.
Tudo correu muito bem!
Foi um trabalho que realmente exigiu demais, tanto de mim quanto do meu grupo.
Tivemos que fazer uitos sacrifícios pra deixar tudo em ordem.
Com certeza poderia ter ficado muito melhor.
Mas, deu certo!
E agora, chegamos ao fim desta tão longa caminhada!

domingo, 11 de junho de 2017

Medíocreas

É difícil de acreditar como quase tudo que eu faço dá errado.
Por um motivo, ou por outro.
Não importa se é algo pessoal, ou profissional.
Sei lá, talvez eu realmente esteja escrevendo besteira.
Mas, estou me sentindo o pequeno pedaço de fezes que viajou pelo espaço e bateu na janela.
Hoje eu fiquei o dia todo lutando inutilmente contra algo que não deu resultado quase nenhum.
Estou exausto e é um domingo à noite.
E tenho um artigo para escrever.
Parece que minha cabeça está em chamas e vai explodir a qualquer momento.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O guardião

O andarilho estava sendo consumido pela vontade de ver a Fênix, nem que fosse pela última vez, para se despedir.
Ele chegou próximo ao portal que permitiria algum contato com o universo real.
Mas, lá estava o guardião, a olhar para o andarilho.
O guardião protegia a Fênix.
Sua presença deixava claro que, daquele ponto, o andarilho não poderia passar.
Por três vezes o andarilho se aproximou.
Mas, alguns seres simplesmente não tem direito à existência plena.
Não há a mínima chance de o andarilho atravessar o portal.
Não há a mínima chance de o andarilho poder ver a Fênix.
Este é o fim.
O andarilho então dá meia volta e continua sua caminhada sem fim pelo universo infinito e absolutamente vazio do deserto.

domingo, 4 de junho de 2017

Os outros

Obrigado por vir, nominador da moita.
Os outros não vieram.
Nem sequer disseram que não viriam.
Só não vieram.
Por isso não existe motivação.