Olá gente, fantasmas, seres extraterrestres e outros seres que estão lendo isso!
Aqui estamos novamente nesse nosso tão amado lugarzinho!
Sei que passei muito tempo sem aparecer por aqui, e que muuuuuuuita gente estava quase morrendo de saudade por isso...
Bem, como todos sabem, as coisas que aconteceram no ano passado meio que encerraram a grande história deste blog.
Ele foi criado com um propósito bem definido e viveu para ver este propósito fracassar de forma provisória e cíclica por múltiplas vezes até finalmente (e inacreditavelmente!) se cumprir (isto é, fracassar de forma definitiva). É claro que, não foi limitado a esse propósito, uma vez que incontáveis sub histórias foram se criando (e fracassando) no meio do caminho. Mas, a admiração lunar, de certa forma, era como o "refrão" de uma música por aqui.
Com o fechamento deste grande ciclo de uns bons 12 anos (composto por fracasso e sucesso de forma semelhante à que um átomo é composto respectivamente de nada e alguma coisa), o único escritor deste blog havia decidido congelá-lo no tempo, e simplesmente seguir com sua vida. Inclusive, o post de fechamento foi lindo! ^^
Eis que percebo: Escrever me faz uma certa falta.
Tentei arrumar um diário digital...
Tentei escrever à caneta em uma agenda...
Tentei escrever com uma lapiseira em um caderno...
Mas, não sei... a todas estas coisas, simplesmente faltava algo... Eu precisava de um blog.
Pensei em criar outro blog, praticamente abandonar todo o meu passado e começar tudo de novo.
Talvez com um novo estilo, nova temática.
Resolvi, dar uma rápida lida em alguns posts, não sei bem porque..
Eis que percebo: Fui recapturado.
Assim, nasce uma nova era no nosso amado "Coisas sem noção que só eu entendo"!
Não há porque apagar o passado.
Afinal, a lua continua no céu, mas nada nos impede de ressignificar esta beleza da natureza!
E há tão mais do que somente peripécias lunares neste blog!
A minha vida está codificada aqui!
Encaremos então mais um recomeço, como tantos outros que já estão registrados aqui!
E que venham mais tantas histórias, tantos ciclos, tantas lágrimas, tantos amores platônicos, tantas decepções, tantas músicas, tantos covers, tantos posts maravilhosos, podres, melancólicos, nojentos, abstratos, concretos, melequentos, sangrentos, incorretos, apaixonados...
A menos que eu morra da doença da moda de 2020, ou então seja atropelado com um caminhão passando em cima da minha cabeça em um acidente de bike, ou a minha depressão volte de vez e eu me mate, nesses casos, talvez não tenha mais tantos posts assim.
Agora, para fechar com chave de ouro este post excessivamente longo, nostálgico e revolucionário, um cover MARAVILHOSO e INCRÍVEL de uma música que acompanha este blog HÁ MAIS DE 10 ANOS!!! De um artista apresentado a mim por um dos ilustríssimos leitores!
Até o próximo post, meus inexistentes amados!! Tchau!
É, meu caro amigo do passado...
Queria muito que você pudesse ter visto o que eu vi.
Queria poder te dizer que você não é a aberração que pensa ser.
Queria poder ver o sorriso no seu rosto e te dizer que ele não é o fim do mundo.
Queria que você não se sentisse tão mal ao tirar uma foto de si mesmo.
Queria te dizer que você vale tanto!
Mas, é claro, você não estava preparado.
Me lembro das suas lágrimas no dia em que tiramos esta foto.
As coisas ainda iriam piorar muito! A ponto de as lágrimas nem saírem mais.
Mas, depois melhorariam também. Melhoraram a um ponto que você jamais imaginaria!
Então, muito obrigado por ter resistido a tudo isso!
Agora estou sentindo novamente você em mim depois de tanto tempo na escuridão!
Juntos nós vamos longe!
Eu te amo!
Ando rodeado de uma leve solidão e músicas dos anos 80.
Bem familiar com algo que me ocorria há uns 10 anos atrás.
Isso não é, de todo, triste.
Estou me acostumando com as coisas na sua forma mais real.
O projeto que quase me fez me tornar um entregador de comida está voltando ao setor de Engenharia.
Talvez, hoje com a cabeça mais evoluída, eu consiga lidar melhor com ele, e com toda a situação.
Eu sei que eu queria escrever alguma coisa a mais, mas eu esqueci o que era e estou com bastante sono.
Pâncreas.
Até ontem as coisas estavam de fato muito estranhas.
Talvez por isso, hoje eu tenha "surtado" do jeito que eu surtei.
Sim, eu fiquei um tanto quanto paranoico.
Eu também consegui aproveitar o dia em família (fui na casa de um monte de gente).
Só ficava meio distante às vezes.
Não sei o quão doente e maluco eu sou.
Eu sofri, mas consegui dar tempo às coisas.
Por agora, parece que está tudo bem.
Não sei se eu mereço uns tapas na orelha por ser maluco, ou se a minha preocupação faz sentido.
Vou considerar que eu estava preocupado um pouco além da conta, mas que isso é perdoável porque as coisas também estavam um pouco instáveis.
Tudo bem, eu me perdôo.
Agora, nos próximos dias, vamos tentar não ficar doidos.
E esperar pelo melhor.
(talvez tenhamos que esperar muuuito... por favor Guilherme, tenha paciência que tudo vai dar certo!)
As bolhas que vem de dentro do meu cérebro quente extremamente dolorido estouram nas minhas orelhas me fazendo cair no chão me contorcendo de dor e tudo que eu penso é: Qual será a próxima vez que eu vou comer o meu bolo de chocolate?
Imagine um lugar onde você pode escrever o que você quiser!
Onde não é necessário limitar os pensamentos irracionais!
E eles podem matar você quantas vezes você quiser ou aguentar!
Parabéns! Você está no lugar certo!
Vinte e seis anos forever alone não me prepararam para ser o namorado de alguém..
É muito difícil, as vezes eu não sei se consigo.
As vezes é muito bom.
As vezes parece que minha cabeça vai explodir.
As vezes eu estou mais solitário do que jamais estive na vida..
Por favor, não se assuste pelo que está lendo aqui, este é o lugar que eu vou quando eu quero escrever a primeira coisa que passa pela minha cabeça (Só aviso por precaução, porque este blog é protegido pela força mais poderosa da natureza que é a própria falta de qualidade das postagens que faz com que ninguém no planeta queira ler)..
O pensamento vai direto do irracional para as mãos, sem passar por qualquer processamento.. então eu não filtro o que ponho aqui..
Pode parecer meio rude da minha parte.. mas se eu não escrever aqui, acho que eu realmente não duro muito tempo.
Estas páginas soltam fumaça... igual eu
Eu estou mais calmo agora.. o core irracional da minha cabeça está extremamente instável.. mas vai ficar tudo bem.. eu tô conseguindo segurar.. já vai melhorar
Aaaaaah!
É o que diz aquele velho ditado!
Depois de 25 dias dos namorados totalmente forever alones, é o vigésimo sexto que realmente faz você querer morrer!
"E tudo isso porque eu estava preocupado com ela!" - Disse o rapaz que morreu.
E ele realmente não merecia um dia dos namorados, como confirmaram as autoridades do assunto.
Nem mesmo nos dias subsequentes.
Nada nada.
Ele merecia uns 100 gramas de chumbo bem no meio da cara.
Calma calma!
A gente não vai se matar!
Pelo menos não hoje.. de manhã..
Quero dizer, de manhã é o horário que eu faço caminhada.
EU TÔ OCUPADO FAZENDO CAMINHADA!!
Minha cabeça é assim, eu pareço normal, mas na minha cabeça é assim o tempo todo..
Eu tenho que fazer força o tempo todo pra deixar isso debaixo dos panos.
E o que acontece quando eu tô muito fraco pra fazer força?
O que eu fiz pra merecer isso?
Eu pulei de qual viaduto?
Eu esqueci de amarrar a corda?
Ou eu amarrei tão bem que minha cabeça saiu rolando quando eu pulei?
Integridade! Integridade!
Eu sento na calçada e fico olhando os pombos comerem o meu cérebro esparramado pela rua.
Me levanto meio tonto e escorrego em um punhado de fezes de gato.
Caio no chão.
Minha cabeça se abre e meu cérebro se esparrama pela rua.
Eu me sento na calçada e fico olhando os pombos comerem o meu cérebro esparramado pela rua.
Sigo andando em círculos e tudo fica girando na minha cabeça.
Girando e girando e girando...
Em loop.
Gotas de água que soam como trovões pingam sobre meus ouvidos:
- Sem vontade.
- Sem vontade.
- Sem vontade.
- Sem vontade...
O som vai ficando difícil de distinguir ao passo que minha visão vai se desfazendo e dando lugar à cabeça de uma lagarta gigante perpassando as nuvens num céu azul com um sol lá em cima e outro lá em baixo.
E eles ficam trocando de lugar, girando um ao redor do outro, e girando e girando e girando...
Me jogo de cabeça em baixo das rodas de um ônibus que passa correndo.
Minha cabeça se abre e meu cérebro se esparrama pela rua.
Eu me sento na calçada e fico olhando os pombos comerem o meu cérebro esparramado pela rua.
E tudo fica girando e girando e girando e girando e girando e girando e girando...
Estou ficando tonto.
Me tranco sozinho em um lugar totalmente escuro e começo a chorar.
Abro os olhos e minha mãe me pergunta se eu estou bem, porque eu estou parecendo meio desanimado.
Ainda bem que eu deixei a porta destrancada! Eu saio correndo para a porta!
Eu abro a porta!
Saio correndo pela rua!
Mas, acabo escorregando em um punhado de fezes de gato.
Bem na hora em que passava um ônibus correndo.
Dessa vez eu perdi o ônibus, porque caí no chão.
Minha cabeça se abre e meu cérebro se esparrama pela rua.
Eu me sento na calçada e fico olhando os pombos comerem o meu cérebro esparramado pela rua.
Sem vontade.
Hoje foi uma das nossas datas!
E (agora é necessário distinguir haha) dessa vez "nossa" diz respeito a eu e a lua!
Devo confessar que fiquei um pouco desorientado de ela ter feito isso em uma hora em que ela não poderia falar por muito tempo.. então ela praticamente jogou isso em mim e sumiu..
Calma, não foi nada ruim não, na verdade foi algo muito bom e, como tudo até agora, inédito!
Eu só não estava sabendo como lidar, mas tive que lidar extremamente rápido, porque ela precisava ir.
Minhas deficiências psicológicas nunca foram levadas ao extremo com tanta violência como têm sido nos últimos dias..
Por um lado é bom, porque, uma a uma, elas parecem ir se diminuindo.
Mas, as vezes parece que eu sou muito sensível pra ficar passando por essas coisas assim..
A necessidade de estar constantemente lutando contra algo que vem de si mesmo.
A força constante que te arrasta pra baixo.
E você tem plena consiência que ela está ali o tempo todo.
Você luta.
Você já trabalhou o seu pensamento racional para resistir o tempo todo.
Mas, as vezes, alguma coisa pode te deixar cansado.
E num mínimo momento de fraqueza ela te derruba.
E quem dera que ela só derrubasse no chão.
Até que você tenta se agarrar a um chão.
Nessas horas, o chão é algo que, do nada, se torna etéreo.
Ela te derruba e você atravessa o chão, continua caindo e caindo, vendo o mundo lá em cima cada vez mais distante.
Tudo vai se tornando escuro, apertado.
"E como diabos eu vou conseguir subir de novo agora?"
Olá gente, fantasmas, seres extraterrestres e outros seres que estão lendo isso.
Acho que vocês têm percebido uma movimentação incomum nos meus posts ultimamente.
Mas, aconteceu algo que nem eu nem vocês imaginavam que pudesse acontecer.
Bem, na verdade, tanto eu quanto vocês, há muitos anos atrás, imaginávamos muito isso acontecendo..
Passávamos horas pensando nisso, e desejando isso, sempre tendo como uma coisa impossível.
Mas, eis que, na noite do dia 10/04/2019, sentado naquele banco de praça, tão perto dela, ainda lutando com todas as minhas forças para tentar me controlar, eu repousei a mão dela sobre a minha, senti seus calos nas pontas dos meus dedos, e algo muito mais forte do que qualquer resistência que eu ainda tivesse me fez dizer: "Este é aquele momento em que eu quero muito ficar com você". Ainda complementei com um "Mas não sei se eu devo..". E hoje eu sei que eu deveria sim, e me sinto tão feliz por, de fato, ter ficado!
Isso mesmo, meus incontáveis leitores!
A mesma lua que não me respondia no MSN lá por volta do dia 30/10/2008, a mesma lua que, por volta do dia 04/11/2008 colocou na frase do MSN "campanha: procuro um namorado" e que eu, com aquela mente tão abissalmente, inconcebivelmente primitiva respondi com um "olha q eu me candidato em XD".
Essa mesma lua anda iluminando os meus dias!
E têm sido dias tão loucos que eu mal consigo escrever sobre eles!
E os eventos que se passaram nesses dias?
Bem, o Guilherme do futuro provavelmente vai ler este post algum dia.
Não sei se ele vai lembrar exatamente como foram os dias 01, 04, 10, 11, 12 de Maio de 2019, mas com certeza ele se lembrará que foram de muitas coisas novas.
São dias que não estão postados neste blog, mas estão postados no pâncreas, e agora, por incrível que pareça, estão postados no coração!
Te amo lua!
Provavelmente você nunca vai ler isto, mas eu te amo, e a minha felicidade não cabe em mim por eu poder te dizer isso olhando nos seus olhos!
A minha doença (agora, felizmente adormecida) me suga para um sonho sem que eu tenha ido dormir.
E nesse sonho giramos e giramos como num carrossel em que meu sangue vai saindo ralo como a água em um pneu de bicicleta num dia chuvoso.
A chuva cai em meio ao vento da noite fria sob meu corpo deitado no chão.
Minhas mãos geladas acariciam o asfalto enquanto tudo gira e fica de cabeça para baixo.
Caio junto com a chuva de volta para as nuvens negras em meio aos relâmpagos.
As nuvens infinitas me envolvem, cada vez mais densas, até que lentamente, carinhosamente, me afogam, me tiram a consciência e me levam para um lugar onde eu não saiba muito bem o que eu estou fazendo.
Me sentam em uma cadeira giratória.
Girando e girando como o pneu de bicicleta em um dia chuvoso.
O banco da minha bicicleta me consomiu aos poucos, quando eu estava muito fraco para lutar.
Assim como as bactérias se alimentaram das minhas costas.
A minha doença deixou marcas em mim.
Marcas mentais, marcas físicas, marcas profundas.
Minha doença me diz que um dia comigo é um dia perdido, e tem provas escritas para se embasar.
Minha doença (agora, felizmente adormecida) me diz que eu posso chorar agora se eu quiser.
Me deita no meio do asfalto macio, me cobre de chuva quentinha.
Me dá boa noite, me diz que é hora de dormir e toca o meu despertador.
Assim é a natureza: Assimétrica.
E assim estamos sendo assimétricos entre si.
Não que a outra ponta esteja faltando alguma coisa.
Uma das pontas é que está muito exagerada.
[2 - O reconhecimento da crise]
A minha doença (agora, felizmente adormecida) ainda se desperta e ataca de vez em quando.
Não com a força esmagadora que já teve um dia, agora ela é mantida sob um razoável controle, mas ainda é possível sentir alguns efeitos as vezes. Nada para se preocupar. Só preciso identificar esses momentos, me esforçar bastante para manter o controle, pensar racionalmente sobre a situação como um todo, forçar contra o fechamento da mente, tentando mantê-la aberta e consciente!
[3 - O controle da crise]
Assim é a natureza: Assimétrica.
E que belo presente é isto!
É preciso reconhecer e respeitar os limites de cada um.
Um pouco de racionalidade e equilíbrio também não fazem mal.
Vou parar por aqui hoje, pois já estou dormindo sobre o computador.
Hoje eu finalmente falei!
Falei que andei dando umas escapadas do planeta terra, dando algumas órbitas ao redor da lua!
Que meu céu andou brilhoso de estrelas cadentes e que meus desejos estão se realizando!
Comecei a abrir as portas para aquela coisinha mais linda que inspirou a criação e tantos posts deste blog pudesse entrar na minha vida e na minha casa!
Um andarilho que esteve morto no deserto por um bom tempo, mas que agora aprendeu a conhecer e valorizar as riquezas de seu infinito universo, viajando com sua bike intergalactical!