terça-feira, 19 de março de 2019

Sangue

Meu sangue transparente e ralo como água.
Escorre pelos meus olhos, ouvidos.
Eu suo meu sangue pelo nariz.
Meu sangue vaza pelos meus poros, no meu braço.
Meu sangue vai embora.
Meu corpo flácido, branco e sem vida admira meu sangue.
Com o coração seco apodrecendo na mesa.
Com o cérebro debaixo das unhas.
Meu crânio vazio dói um pouco.
Mas é só falta de sangue.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Cover de Yoñlu

Mais um vídeo gravado com sucesso!
Cover da música Humiliation do Yoñlu!
Uma música linda que, como todas do Yoñlu me comoveu imediatamente.
Dessa vez, gravei em parceria com a Lucy!
E foi com ela também que vi a história do Yoñlu pela primeira vez, fomos no cinema assistir o filme dele quando estava em cartaz.
Sei que eu não toquei nada bem.. tinha pegado um pouco de chuva na bike, minhas mãos estavam meio grudentas no violão, eu também não sou nenhum violonista habilidoso.
Mas, a linda voz da Lucy faz o vídeo valer a pena com certeza!
A luz também estava meio difícil lá, o que fez com que o vídeo ficasse meio ruidoso (tive que mexer bastante na edição).
A chuva tampou a Serra da Piedade que eu queria que tivesse aparecido no vídeo, mas pelo menos deu pra ver uns raios legais no vídeo! Haha!

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De qualquer forma, quero que esse vídeo seja considerado uma homenagem ao Yoñlu.
A história dele, mesmo tendo sido interrompida de uma forma trágica, deve nos dizer que a vida deve ser vivida e aproveitada. Por piores que pareçam nossos defeitos e nosso mundo, temos que viver apesar deles.

terça-feira, 12 de março de 2019

a

Eu estou

Dema
Si
a
Da
Mente

cansado.

Eu estou tão profundamente e intensamente cansado.
E eu não fiz nada realmente.
Eu só cheghei em casa.
Como se alguém tivesse me batido na cabeça com uma chave de roda.
Até a minha visão se embaça em um efeito de glow.
E cada mínimo movimento pesa uma tonelada.
Como se eu estivesse preso em câmera lenta no mundo a girar superveloz.

domingo, 10 de março de 2019

Danny Boy

Oh Danny Boy!
Pode ser só uma impressão sem sentido,
Mas sinto em você uma sombra, como a que paira sobre mim.
Aquela sombra que está sempre ali na porta.
Que as vezes nos cega completamente.
As vezes nos deixa brincar.
Mas, no fundo está sempre ali.
E parece que sempre estará.
Sei que é possível conviver com essa sombra.
Talvez até ser feliz apesar dela.
Desejo que assim seja para nós.
Que sejamos fortes.
Que essa sombra não tire nossas vidas.

sábado, 9 de março de 2019

Tanatopraxista

Eu realmente sou meu tanatopraxista preferido!

quinta-feira, 7 de março de 2019

O dia 7 de Março

As vezes eu sou o meu tanatopraxista favorito.

Feliz aniversário!

E eu vou tatuar uma carta pra mim mesmo.

E no dia em que eu explotar minhas víceras eu serei poeta!

Minha gordura vai viajar dentro de um barril plástico azul em um caminhão interestadual. Tem um pouco de sangue também, mas não vai atrapalhar: A minha gordura vai virar sabão! E eu vou tomar banho!

Só não pode abrir os olhinhos, porque o sabão arde! Mantenha-os bem fechadinhos!

Ah que banho gostoso!

Feliz aniversário!

Eu vou fazer um bolo, mas só eu vou comer.
Peço desculpas pra todas as pessoas que se sentem abandonadas por mim, mas isso se trata apenas de negócios, não é nada pessoal.
Veja: Se eu comer bastante bolo, é mais gordura depois, e portanto, mais sabão.
Novamente, peço desculpas, mas negócios são negócios.
E eu sou um homem de negócios quando se trata de gordura e sabão.

Eu vou tomar o melhor banho de todos!

quarta-feira, 6 de março de 2019

Travessia

Eis que finalmente eu gravei o cover dessa música!
É uma música que sempre me acompanha em momentos difíceis (ou seja sempre me acompanha hehe).
Uma música que me dá forças pra seguir em frente, uma música que sempre significou tanto TANTO pra mim!
Fico muito feliz de ter conseguido gravar, mesmo que tenha ficado bastante ruidoso (tinham infinitas cigarras cantando jundo comigo).
Sei que não ficou um cover muito bom.
Pela internet se encontram infinitos covers infinitamente melhores que o meu e, principalmente, mais expressivos ou performáticos.
Mas, esse é o meu jeito de fazer as coisas, e pelo menos eu gostei de como ficou.
Assim como eu, minha versão pode ter saído sem tempero, mas é assim que eu gosto!
E é assim que eu sou!
Se eu comecei este feriado um pouco pra baixo, agora eu me sinto vitorioso!
E o pedal do audiovisual não pode parar!

segunda-feira, 4 de março de 2019

Quem sou eu no carnaval

O carnaval é um momento máximo de humano na dimensão tempero.
Tudo bem: Eu estou trabalhando duro para me aceitar como humano, mas ainda que eu o faça, tenho que aceitar que a minha natureza é totalmente desprovida de tempero (pelo menos por enqunato).
Carnaval é auto estima, tempero (apimentado, com canela, com laranja), sensualidade explícita e quebra absurda de regras. É interação humana gerada e mantida por meio da imperfeição, da capacidade de exaltar a imperfeição e elevá-la ao máximo propositalmente ou não.
No último carnaval, eu estava lá. Mas quem era eu? E onde eu realmente estava?
Esse ano o carnaval chegou e eu estou sem dinheiro e com a saúde física e mental não muito boa (não se preocupe, já está melhorando! ^^).
Ou seja: neste carnaval, eu sou eu.
Ou, pelo menos, eu sou eu agora.
Eu abraço a mim mesmo, num gesto acolhedor: Eu ainda não estou pronto. 
E ainda aproveito o tempo sozinho para fazer coisas tão minhas e que eu não fazia há bastante tempo: o guilherme eletrônico.
A evolução é, de fato, muito lenta. As vezes parece que parou. Talvez as vezes até se reduza um pouco. Mas, ela foi retomada.
Talvez no próximo carnaval eu vá. Talvez então eu já seja um eu um pouco melhor do que sou hoje, mas eu serei realmente eu.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Tanatopraxia

Na minha tanatopraxia: Só alegria.
Nada para tirar nem pra colocar.
Só deixar, do jeito que está.

Toda a toxina já me predomina.
Aqui mesmo em vida.
Antes da partida

Nem tem necessidade de refrigerar.
A temperatura já é de gelar.
Por onde eu passo eu esfrio o ar.

Também não precisa de maquiar
Pois a morte não é mais capaz de deturpar
O que vivo já possui espinhas na cara.

O odor também não precisa ser tratado.
Se não estiver insuportável, será estranhado.
Porque em vida, assim era notado.

Os olhos não precisam ser selados.
Se em vida jamais se abriam,
em morte já chegarão bem fechados.

Por fim, não haverá ornamentação.
Em vida, isso nunca foi levado em consideração.
A morte vem natural como um abraço quente de putrefação.


sábado, 16 de fevereiro de 2019

Meu universo.

Enfim, é um universo alternativo muito específico.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Os rumores da existência do sol

Rápido, rápido!
Não temos muito tempo!

É tão fácil fazer otimizador!
Eu conheço uns caras muito moles que não conseguem fazer o trem direito.

O sol nasce.

Eu sou feio, mas eu gosto de mim mesmo assim.
É como se fosse bonito ser feio.
E, por ser feio, eu sou só meu.
E eu gosto de mim.
Eu passei um bom tempo de mau de mim.
Eu queria matar a mim mesmo, e aí eu deixaria de ser feio.
Mas, a minha feiura é tão minha!
Tamanha feiura! Só pra mim!
Tão especialmente feia que acabei me apaixonando por ela!
Eu sou feio mas, agora, eu gosto de mim mesmo assim.
O vídeo que eu fiz é feio, mas eu estou tão orgulhoso de tê-lo feito e mais orgulhoso ainda de ter publicado, para que a feiura possa ser transmitida esfericamente a todo o universo.

O sol está nascendo no deserto.
Está tão longe que talvez ainda não seja possível vê-lo.
Não é possível ver nada no planeta deserto há milhares de séculos, ele esteve tão inacretidavelmente distante, escuro, congelado, parado no tempo, por tanto tempo!
Mas, o sol está nascendo.
Nossos átomos, muito vagarosamente, recomeçam a vibrar.
O sol está nascendo!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Destempero

O sem tempero.
Sem gosto.
Sem textura.
Perfeitamente cinza.
Redondo.
Morno.
Ameno.
Desprovido de detalhes.
Contínuo.
Estável.
Agradável.
Previsível.
Até que sua substância tenha sido consumida, dissolvida pela indissociabilidade do vácuo ao seu redor.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O cover do cover do cover do cover do cover

Na verdade, eu estou precisando escrever sobre várias coisas.
Não que as coisas estejam ruins, na verdade, elas estão até relativamente muito boas para mim, pelo menos se tratando em estado mental e físico, ou como eu estou lidando com as coisas que talvez não estejam tão boas assim.
Uma das coisas que eu realmente queria escrever e me aprofundar sobre é o cover do cover do cover do cover do cover do cover...
É um bom cover.
Mas, eu não posso escrever sobre nada agora, eu já deveria ter saído para o trabalho há uns 40 minutos atrás. Já vou chegar bem tarde, mesmo que as coisas lá também não estejam tão críticas, não estou querendo chegar tão absurdamente tarde.
E no fim, a única coisa que a gente gostaria de ter tido mais é tempo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

funebricidade

Aqui chego novamente em uma situação em que as coisas no trabalho dão absurdamente errado.
Dessa vez, divido um pouco a culpa com um colega meu (que, de fato, foi um tanto quanto imprudente e deliberadamente me abandonou pra me ferrar sozinho), mesmo que essa culpa, na verdade não seja de nenhum de nós dois. Agora é muito tarde para evoluir bem esse assunto, eu preciso dormir para receber a inundação colossal de fezes amanhã, mas eu me sinto traído e destruído de várias formas possíveis.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A minha idiotice é maior do que a capacidade máxima que a cidade pode suportar.

Eis que mais um ano acaba e outro começa.
O fim do ano passado foi um pouco conturbado em alguns sentidos.

Tentei fazer uma pequena viagem de bicicleta, que deu razoavelmente certo. Pude viajar sozinho carregando quase tudo o que eu precisei por quatro dias, ficar acampado, nadar em uma cachoeira, visitar um parque nacional. Porém, choveu o tempo todo e isso foi péssimo em dois sentidos: As noites foram ruins porque entrava água na barraca e a minha câmera foi danificada pela água.
Isso mesmo, eu consegui ser estúpido o suficiente para estragar a minha tão amada e recém adquirida câmera, que eu mal comecei a pagar e custou tão caro para mim. Eu consegui consertar ela mais ou menos, mas ela não está 100% e nunca voltará a ser como antes.

Antes dessa viagem, eu fiz duas outras pequenas viagens, nas duas, eu havia chamado alguém que eu considerava um grande amigo (nos referiremos a ele aqui por 9tjgdq) e, nas duas vezes 9tjgdq simplesmente não foi. Ele não disse "Ei, não vou poder ir" ou qualquer outra coisa.. ele só não foi e me deixou esperando sem saber bem o que fazer. Na primeira viagem, eu fui sozinho, na segunda viagem, incrivelmente consegui animar mais dois amigos (além de 9tjgdq, que confirmara que iria, mas não foi) a ir também (e creio que eles não vão querer viajar comigo de novo..). Ainda que eu saiba que 9tjgdq passe por alguns momentos difíceis eventualmente e que eu não tenha dito muita coisa sobre isso (até mesmo para preservá-lo de se sentir mal por isso), eu fui razoavelmente devastado por essas ocasiões.

No ano passado, um dos meus objetivos era recuperar a minha saúde mental. Em partes, eu acreditava que isto estava relacionado com uma vida social algumas ordens de grandeza superiores à que eu vivia. Talvez por isso, eu tenha feito um grande esforço para me manter presente em várias ocasiões em que 9tjgdq me chamava para fazer alguma coisa. Era uma boa chance de fazer novos amigos também e fortalecer as novas amizades. Mas, em algum momento, isto me pareceu como uma coisa que fluía em mão única. Estou começando a pensar no novo ano como uma oportunidade de me voltar um pouco para dentro.

Talvez eu esteja pensando assim só porque estou profundamente "para baixo" esses dias (principalmente pela minha câmera), mas, me parece que pode ser uma boa eu reduzir um pouco minhas atividades esse ano. Me focar um pouco mais em andar de bicicleta, tirar fotografias (se minha câmera de todo se mostrar inutilizável, eu compro uma nova...), e ao trabalho (porém, muito restritamente ao mínimo de tempo que for necessário, para que não tenhamos outro 2018!).

Em outro ponto, também não tivemos nenhum contato do tipo "humano goiabas" no ano inteiro. Creio que isso deva continuar assim pelo ano novo. O contato do tipo "humano goiabas" é muito bom, mas exige uma energia que aparentemente não temos mais. Temos que aceitar que, a partir de algum momento na vida, a gente passa a perder coisas. Não importa que tenhamos ganhado essas coisas tão mais tardiamente que o "normal" (sei que eu não deveria falar nesses termos, na verdade, muito do que estou escrevendo hoje está psicologicamente errado.. mas, trata-se de um desabafo. Creio que eu vá referenciar este post em um outro post no futuro com definições mais concretas sobre o novo ano).

Enfim, algumas outras coisas também estão me deixando meio pesado ultimamente, mas, como o de costume, o tempo com a sua vassoura irredutível nos aplica a injeção anestésica, nos compele a deixar textor incompletos (apesar de imensos), sonhos incompletos, perdidos para sempre.
O tempo como o último pregador do desapego.
Agora estou indo dormir precocemente, porque minhas energias não são mais suficientes para continuar escrevendo pela madrugada, como já foram há tempos atrás.