sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A ligação

A criancinha que passeava puxou a mão da mãe e perguntou:
- Mamãe, mamãe! porque aquele moço deitado tem uma faca enfiada no pescoço, mamãe?
A mãe olhou para a criança e respondeu rindo:
- Não é nada filhinha! Ele só está esperando uma ligação! Vou pegar aquela pra você brincar e então nós vamos embora!
A mãe então puxou a faca que estava enfiada no pescoço do homem e deu para a filha, que lambeu o sangue coagulado para deixá-la limpa. As duas seguiram para casa onde a menina brincaria com a faca até um dia se tornar uma conhecida e temida atiradora de facas. O homem continuou esperando a ligação por um bom tempo, não se sabe ao certo se ele desistiu ou se finalmente retornaram o telefonema.


. . .

Observações importantes:

"E os urubus continuaram rondando sobre os girassóis."

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O monólito de madeira e o carro azul.

Era um centro comercial, uma enorme área com alguns prédios bem altos especializados em vendas. O dia estava ensolarado com poucas nuvens. Carregávamos com dificuldade aquele grande e pesado monólito de madeira, eu e outra pessoa que me ajudava. A nossa única esperança era o carro azul. Só o carro azul poderia nos tirar dali. O lugar estava cheio. Passavam muitas pessoas ali caminhando, carregando suas compras, conversando, dirigindo seus carros azuis. Foi quando de repente começaram a erguer as grades. Enormes grades de metal saindo do chão, mas os portões ainda estavam abertos para todos saírem. Nos alto falantes uma voz gritava "Saiam daqui imediatamente! É proibido o uso de carros azuis neste lugar!". E agora todas as pessoas gritavam e corriam para as saídas. A pessoa que me ajudava largou o monólito no chão e saiu correndo também. Ele era muito pesado para eu carregar, mas não podia deixá-lo ali. Por fim todos foram embora, não sobrou ninguém lá exceto eu. Os portões foram fechados. Eu estava lá sozinho, com aquele enorme monólito e sem nenhum carro azul. Os barulhos da multidão correndo foram ficando cada vez mais distantes até desaparecerem por completo. O sol se pôs revelando uma noite muito estrelada. A lua cheia nascia muito bonita e logo estaria alta no céu. Era como se eu estivesse em um deserto e tudo o que vi antes fosse uma ilusão. Aos poucos tudo foi ficando mais e mais escuro, a lua foi ficando mais escura e as estrelas sumiam uma a uma. Chegou ao ponto de não ser mais possível ver ou ouvir absolutamente nada. Tão sozinho quanto nunca estive, subi naquele grande monólito, me deitei e adormeci. O dia nunca mais amanheceu.




http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=s2Uo5kcDpyg#!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Blogs

São todos cadáveres. Blogs cadáveres. Inclusive um assumidamente cadáver(que, pra falar a verdade, é um dos menos mortos).

Férias

Agora estou quase de "Férias" da PUC, porém ainda estarei trabalhando provavelmente até o meio do ano que vem. É uma pena.. não estou com a mínima vontade de dormir. Se estivesse totalmente de férias, o dia estaria apenas começando! (Agora são 00:47).

Mas eu vou passar por isso.. e vou conseguir chegar pancreaticamente até o meio do ano que vem onde talvez poderei tirar umas boas, longas e verdadeiras férias.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Um presente do preto velho!!!

O preto velho trouxe pra mim!! Que coisa mais linda!!
Não queria ter que roubá-lo de você..
Mas não posso te deixar comer isso.
Pode ter raiva né!


Será que eu já escrevi sobre a Lua em algum post?

[...]

nossa cara.. acabei de ver a lua pela janela.. nem sabia que já era lua crescente..
rsrs a Lua é um retrato da minha solidão.. um rosto iluminado sorrindo pra mim
que agora se escondeu por entre as nuvens...
assim ela vem, me encanta, me inspira, me faz louco por ela, e então vai embora tão rápido quanto chegou. 

MEUS PARABÉNS NUNCA VI TANTO POETISMO NESSA FRASE 

kkkkkkkkk
doidera né XD

[...]



terça-feira, 13 de novembro de 2012

O pâncreas do dimmer

Foram 2 semanas em que meu pâncreas quase saiu pelo ouvido..  Este trabalho me levou à todos os limites: mental, físico, "emocional". Noites sem dormir, correria, o computador que reiniciava a cada linha da placa que eu desenhava, a programação do código de mais de 800 linhas, passagem do layout para a placa de circuito impresso, ruído e instabilidades no circuito.

Idealização, projeto, programação, montagem, apresentação.

O resultado final: depois de um fusível queimado na preparação da apresentação(mas tudo bem, ninguém viu e nem fez barulho), tudo foi um sucesso. Valeu a pena, e agora eu tenho um belo relógio digital com despertador e dimmer.

Amanhã volto ao trabalho. Muito menos cansativo. Nunca estive tão feliz pelo fim das férias.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

A felicidade..

A felicidade nunca depende apenas de um fator, muito menos de "uma pessoa". Ela é uma função da variação de todos os fatores ao seu redor. Uma obsessão em uma vontade em especial te impede de perceber as demais pequenas variações externas e, como a derivada de uma constante é nula, faz com que seu nível de felicidade comece a despencar. Mas conseguir aquilo que você tanto deseja não vai te deixar tão feliz quanto você pensa. O tão sagrado "aquilo" é só uma obsessão que, se realizada, vai causar uma pequena variação externa e um pequeno aumento temporário da felicidade, como qualquer outra pequena variação o faria. Em resumo: "A felicidade está nas pequenas coisas".


domingo, 4 de novembro de 2012

Infância

Muito bonito e legariótico.
Parte da minha infância.
Excluídos da sociedade.
Sou muito estranho.
Pior do que o tolerável.
Mas enquanto eu estiver sozinho.(Warning: Condition always TRUE )
Sou o principal crítico do meu trabalho.
E estes desenhos ficaram simplesmente lindos.

http://www.youtube.com/watch?v=opI1Bw87S2c


sábado, 3 de novembro de 2012

2

Se eu pudesse "pular" umas 2 semanas no tempo..
Ou melhor, uns 2 anos. Pra ver como eu vou ter saído de tudo isso(se eu sair de tudo isso).
Ou ainda melhor, o melhor de todos: Pularia pra onde eu estarei daqui a 2 séculos.
Aí não vai importar como, mas terei terminado tudo o que precisava e/ou queria fazer.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Outubro

Em outubro eu escrevi compulsivamente. Minha mente passou por intensa instabilidade. É claro que a quantidade atropelou a qualidade. A maioria dos Posts ficou horrível. Mas alguns eu realmente gostei tipo a "Faca", "A lua cheia das férias"..
Agora vou tentar manter posts menos tão absurdamente ruins. Vou tentar inserir pelo menos uma imagem ou um vídeo em cada um. Vamos ver como ficarão meus desabafos..

Agora apresento meus bons e velhos desenhos animados:

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A faca

Era um dia de tempo agradável. Ela caminhava pela estrada sozinha. Há um certo tempo podia ver um ser de aparência horrível, uma criatura que ela havia encontrado no caminho. No início ela até achava engraçado. Tudo parecia sob controle. Aquela criatura era estranha e bizarra mas nem parecia tão má. "Logo aquilo me perderá de vista". Ela até chegou a andar um pouco mais devagar, se aproximou, examinou. Não gostou do que viu, porém não havia com o que se preocupar. "Sou mais rápida do que aquilo. Vamos ver o que ele pode fazer".
Logo começou a anoitecer e a lua cheia surgia linda no horizonte. A criatura ainda estava seguindo. "Andei por tanto tempo mas ele ainda está ali". As nuvens começavam a bloquear a lua e a estrada então ficava escura e deserta. Apenas restaram ela, caminhando com pressa, e aquela criatura, que agora só era visível pelos olhos amarelos brilhantes bizarros e ameaçadores. Ela agora corre. Olha para trás, a criatura está lá. Corre mais rápido. Olha para trás e a criatura está mais perto. Com o fôlego já apertado, corre o mais rápido que pode até não aguentar mais. Precisa parar e escorar em um poste para respirar. Se vira para trás procurando apavorada, não vê nada. "Onde ele está? será que foi embora?". Ela então sente algo tocando seu ombro. Desesperada, sem sequer olhar, saca sua faca e a enterra muito profundamente no olho direito da criatura que imediatamente cai no chão sem ao menos se contorcer.


No dia seguinte ela acorda assustada. "Aquilo foi um sonho?" Horas mais tarde, segue caminhando como se nada tivesse acontecido. Ninguém tinha visto nada, ninguém sabia de nada. Bate a mão no bolso só para conferir, a faca não estava lá. "Tudo bem, devo ter deixado onde dormi. Consigo outra pelo caminho." 
Ela não procurou saber, mas o corpo da criatura nunca foi encontrado e ninguém jamais percebeu sua falta. Talvez ninguém jamais tenha percebido sua presença.

domingo, 28 de outubro de 2012

Dona

Nada que eu diga ou pense poderá justificar.
Aqueles pores do sol da época do laboratório.
E talvez eu esteja repetindo tudo aquilo.
Numa versão mais tecnológica e virtual.
Como se o tudo fosse uma função recursiva.
O contexto é diferente, mas as operações são as mesmas.
Para mim, as funções recursivas não deixam de ser loops.
Vou disciplinando minha CPU.
Limpar, organizar, recomeçar, concentrar, prosseguir, repetir.

Execução concorrente

O meu sistema operacional mantém constantemente uma thread te processando, abusando dos recursos da minha CPU single-core.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A lua cheia das férias

Nas férias de Julho de 2010, tinha decidido que iria virar a noite para conseguir uma boa foto da lua cheia. E eis que no dia 26/07/2010 eu tentei, mas ainda não tinha o telescópio e a minha luneta era péssima. Não consegui nenhuma foto muito boa mas, de qualquer forma, gostei muito desta em particular. No dia em que eu tirei esta foto acho que ainda tinha alguma esperança em 2010. Foi um ano complicado, mas me rendeu boas fotos! E talvez algum dia eu descubra que tudo tenha valido a pena.



. . .

Está claro mas todas as luzes estão acesas. É muito claro para ser noite mas não tão claro quanto o dia. Talvez o sol esteja enfraquecendo, ou a Lua brilhe mais para uns do que para outros. É claro, várias possíveis explicações passam à cabeça. Mas não passam de, no máximo, boas especulações. Talvez algum dia nos mostrem a grande e real explicação, algo que faça tudo fazer sentido, sem mais pequenas perturbadoras incoerências. Mas quem vai saber?