quinta-feira, 23 de abril de 2015

Que texto inútil!

O guilherme do presente já desistiu de viver, mas está dando esta grande chance pro guilherme do futuro melhorar de vida.

O Raphael disse que acordou com uma terrível câimbra na panturrilha esquerda.
Isso acontece muito com Forever Alones.
É na panturrilha esquerda que é produzido o hormônio do Forever Alone.
Por isso, a minha batata da perna esquerda pesa 20 kg. A da direita pesa só 2 kg.
A minha já é tão potente que não dá câimbra mais.

domingo, 19 de abril de 2015

Som de caixa

Estamos evoluindo, Doutor.
Bem lentamente, muito lentamente, mas estamos evoluindo.
Hoje foi legal, Doutor.
Conseguimos sair por aí e visitar pessoas.
Acho que estamos no caminho certo para a ruptura radical com a vida.

terça-feira, 14 de abril de 2015

O cupido

Me deram um arco e algumas flechas e me disseram que eu sou o cupido.
Eu flechei todo mundo e todos morreram.

Doutor, é incrível como as coisas legais acontecem com as pessoas ao redor, não é?
Consegue calcular a probabilidade de uma coisa dessas acontecer com a gente?
Fácil né, é zero.
Por incrível que pareça, nem estou tão chateado com isso.
Vou até cooperar.
Vou dar uma de cupido e ver o que eles arrumam.

Eu já cansei dessa história com a Fênix, Doutor.
Agora vou cair fora mesmo.
Meu deserto anda bem agitado esses dias.
Mesmo que a solidão ainda reine absoluta, eu estou envolvido em várias atividades legais, como auto escola e academia, então minha mente vai razoavelmente bem.
Posso viver bem no deserto ainda por muito tempo.
E essa história da Fênix já se provou não ter um futuro.

domingo, 12 de abril de 2015

Eu preciso desesperadamente de qualquer um, exceto você

Tenho 3 provas essa semana e não estudei nem as fezes que caíram do teto.
Vou morrer de infarto e ficar burro.
Vou morrer só e todos os casais vão zombar de mim, pois foi merecido.

A gente tenta cagar pra baixo com muita força.
Mas o cocô acaba sempre caindo pra cima e batendo com força bem na nossa cara.

Oi, Doutor, Tudo bem?
Passou a minha primeira semana na academia.
Estou gostando bastante.
Estou mais animado e até detecto um mínimo nível de esperança no futuro, o que não era vista há anos.

Neste momento, a menina grita com todas as suas forças:
"Eu preciso desesperadamente de qualquer um, exceto você!"
E sai correndo.
O menino cai no chão e observa ela desaparecer no horizonte em segundos.
Ele não tem a menor chance.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

"Sugiro você ficar com mais garotas"

Também sugiro eu ganhar 100 bilhões de dólares pra poder viajar até o espaço e colocar as minhas próprias fezes em órbita.
Se eu pudesse, eu a abraçava com força para não soltar, até que a única energia vital em nossos corpos mortos e frios fosse a dos vermes a nos decompor.
Mulheres maquiadas são abelhas gigantes que nos matam com super ferroadas.
E as vezes eu me alimento de fezes.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Eu sou poeta e não aprendi a cagar

Hora de bater o carro.
Hora de malhar.
Hora de quebrar o osso.
Hora de cagar.
Hora de pedir em namoro.
Hora de namorar.
Hora de levar um fora.
Hora de cagar.
Hora de cagar.
Hora de cagar.
Hora de cagar.

domingo, 5 de abril de 2015

"A ruptura radical com a vida" XII

Amanhã será o grande dia, Doutor.
Começarei minhas atividades na academia.
Talvez, amanhã será o início da minha "ruptura radical com a vida".
Uma tentativa de ruptura por bem, isto é, romper com a vida antiga para buscar uma nova, sem envolver balas atravessando meu crânio nem nada do tipo.
Estou buscando algumas mudanças.
Vamos ver no que vai dar, Doutor.

segunda-feira, 30 de março de 2015

História de amor

Eu quero uma história de amor!
Uma história de amor com final trágico garantido!
Em que todos morram no final, afogados nas lágrimas!
Que os corações sejam feitos em pedaços!
Desilusão! Desilusão!
Doces esperanças quebradas como vidro atirado no chão!
Gente sonhando acordado levando uma bofetada na cara!
Falsa esperança, expectativa dilacerada, ilusão e desilusão.
Coração partido, pâncreas destruído, cérebro falido.
Até que o próprio autor se perca em depressão e não consiga continuar escrevendo.

sábado, 28 de março de 2015

Poeira

E a poeira vai se acumulando sobre meus livros, meus discos de vinil, meus jogos.
Poeira se acumulando no céu que eu costumava observar, nas estrelas, na lua.
Poeira se acumulando nos meus sonhos, nas minhas amizades, nos meus "amores não correspondidos" (pleonasmo).
Poeira nas minhas ilusões.

A poeira assenta sobre todas as superfícies, ocultando as cores, desencorajando o toque, expulsando a presença.
Tudo que se vê é cinza e marrom. E empoeirado.

A poeira que vem do deserto, difícil de limpar.

Poeira sobre meus olhos. Não enxergo mais nada.

E tudo permanece perfeitamente estático. O dono da casa perdeu os sentidos há muito tempo. A poeira assenta sobre ele, até que não seja mais distinguível.

Não há mais como distinguir a poeira do material original.
E nem há interesse em distinguir.
Agora já é tudo poeira.

Um lugar seguro

Oi Doutor, tudo bem?
Hoje eu estava procurando algum canto na minha mente, que fosse aquecido, seguro, acolhedor.
Algum refúgio na minha memória pra onde eu pudesse ir e me abrigar.
Talvez para fugir da realidade.
Sim, eu tenho várias boas memórias, vários momentos que eu adoraria viver novamente.
Mas ultimamente muita coisa tem se distanciando, se distorcido, se tornando macabro e assustador.
Não há para onde correr.
Não há onde se esconder.

Ainda bem que tenho você neste deserto, Doutor.

sexta-feira, 27 de março de 2015

As águas da praça?

Talvez, naquele momento tenha sido deflagrada a maldição.
O universo começou a decadência.
Tudo foi ficando cada vez mais sombrio.
O vazio foi assumindo no interior.
Até que algum dia, tudo vai implodir.
E então a maldição será quebrada.
E então haverá paz.

As águas da praça

"Na maioria das vezes a água não está parada. A maioria das 'chances' que a gente perde e depois se arrepende é por coisas/momentos que não voltarão."

Foi o comentário feito em um post há muito tempo apagado, por um sábio amigo com quem há muito tempo não converso.

De fato, o momento jamais voltou. Jamais houve uma segunda chance. E eu nunca mais vi as águas da praça.

terça-feira, 24 de março de 2015

randRandrandRandrandRand

Oi Doutor!
Hoje tenho que ser breve, quero ir dormir mais cedo.
Passei só para dar um oi mesmo!
Nos vemos algum dia!

Até mais!

domingo, 22 de março de 2015

Carta para o Doutor

Minha mente - 22 de Março de 2015.

Oi Doutor!

Há quanto tempo!
Escrevo esta carta como uma lembrança dos velhos tempos, para pedir por notícias e também porque estou querendo conversar com alguém sobre qualquer coisa, mas a minha doença não permite que eu converse com alguém que exista no mundo real.
Lembra da época em que escrevíamos cartas, Doutor?
Gostaria de ter mais gente para quem eu pudesse escrever cartas, mas você sabe como o mundo funciona, não é mesmo, Doutor?
Sem falar que, aquela época era pura ilusão. Nossas cartas eram pura ilusão. Quase tão ilusórias quanto esta que eu te escrevo.
Nossas esperanças são sempre tão falsas que quase todas as nossas boas lembranças são de eventos que só ocorreram em nossa imaginação.
Mesmo assim era divertido.
Gostávamos da expectativa de receber alguma coisa na caixa de correios.
E como vai a viagem, Doutor?
Visitando muitos lugares novos? se divertindo muito?
Conhecendo novas pessoas?
Aliás, onde você está mesmo?
Me mande cartas, fotos, notícias!
Vamos espantar um pouco nossa solidão conversando entre nós, Doutor!
Eu gostaria que você existisse fora da minha cabeça.

Até mais, Doutor!
Guilherme.

"E quem não é?"

"E quem não é Forever Alone nos dias atuais?
  numa grande cidade igual a esta?
  Todos são Forever Alones."

Disse o humano, num dia em que eu fui numa excursão no planeta deles.