quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Chega!

Chega de ser trouxa, né!
Agora pronto, acabou!

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Eclipse do pâncreas

E durante o eclipse, o robô solitário escreve.
Os astrólogos dizem que o eclipse da lua vermelha vem para trazer grandes mudanças, porque não dá para as coisas continuarem do jeito que estão.
Bem que eles podiam estar corretos, pelo menos dessa vez.
Bem que algo podia mudar radicalmente, por exemplo, alguma coisa começar a dar certo!
Enfim, não tô muito inspirado hoje. Talvez eu escreva mais sobre isto outro dia.

sábado, 26 de setembro de 2015

"vc ta bem?"

Essa pergunta realmente tem sido meio difícil de responder ultimamente.

Vi no blog de uma menina que conheci num musical, uma frase "Ansiedade do que sei que não vai acontecer". Acho que é mais ou menos isso que tô passando.

Eu tinha um sentimento secreto que um dia eu contei por aí e descobri que só existia mesmo na minha cabeça, mas existia.
Sabendo disso, decidi tentar abafá-lo e afogá-lo pra ver se ele sumia.
No início, pareceu que ia dar certo, eu quase o esqueci.
Mas, algo aconteceu que foi dando a ele um poder de super força.
Em pouco tempo, era ele quem estava me afogando, abafando e me fazendo sumir!
Até que um dia, resolvi parar de lutar contra ele.
Não ia mais reprimi-lo.
Ia sentir e viver cada momento, mesmo que de um sentimento que não tem futuro e nem fundamento. E assim saímos por aí passando por várias situações, hora ele me fazendo rir, hora ele me fazendo chorar. Não sei bem onde isto vai me levar, mas tenho esperança que não será para sempre assim.
Talvez, algum dia eu descubra que este sentimento também exista na cabeça de outro alguém, ou chegue algum outro sentimento, que o convença a se adormecer e me deixar partir.
Por enquanto, realmente não vejo uma saída ao alcance.
Não há muito a se fazer.
Só o tempo pode iluminar o caminho.

Mesmo que seja um momento difícil, estou vivendo...

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Demasiadamente solitário

Simplesmente, solitário demais.
O deserto é implacável.
Não existe esperança.
Não existe fim.
Já fazem dois anos.
As miragens me deixam louco.
E a ausência me deixa morto.

Alguém me bate

Alguém me bate.
Bem forte.
Quero dormir e não acordar.
Até tudo isso passar.

Alguém me abrace.
Bem forte.
Não posso mais aguentar.
Até tudo isso passar.

Alguém me tire daqui.
Bem forte.
Não quero mais continuar.
Até tudo isso passar.

Alguém me chame.
Bem forte.
Não consigo esperar.
Até tudo isso passar.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Relatos de friendzone da madrugada I

E lá estava eu, precisando de um longo abraço, mas dessa vez eu consegui!
Fui humano, pelo menos o mínimo necessário para abraçá-la longamente, apertar suas costas, sentir sua cabecinha junto à minha passar as mãos em seus lindos cabelos e segurar sua mão.
Foram dois longos e inebriantes abraços, no mesmo dia, no intervalo de alguns minutos!
Sei que não tenho chances, mas nem me importo mais, vou sentir tudo o que tiver pra sentir por quanto tempo for necessário.
E dei de presente mais uma pinha (hehe)!
Agora nem consigo dormir, fico repassando o momento 1000 vezes na minha cabeça e imaginando como e quando será a próxima vez que eu vou conseguir.
É como dizem, né "tirando uma casquinha".
Relatos de friendzone da madrugada.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

aeousi

Se continuar assim, esse mês vai ter recorde de posts.
Tá difícil.
Que que custa vei!

Moço! Oh moço!
Moço!

A sua barriga tá desamarrada!

Meu pâncreas caiu no chão e eu não sei o que fazer.

Pisa, pisa!!

Sério, gente. Tô meio doido. Alguém, por favor..
Alguém acende a luz.
Alguém liga a chuva.
Alguém bate ne mim.
Alguém faz qualquer coisa...

Algo que não existe

(Desespero)
E tudo o que eu queria era apertar alguém!
Mas vivo assim sozinho, solitário, sem ninguém.
Comi uma batata que comprei no armazém,
Mas ela tava podre, eu morri e fui pro além.

Uh!

(calma)
A solidão é um bacon light que se come frio
As feridas estão abertas e o fogo está entrando.

O fermento faz a dor crescer,
e a gente come com farinha para não morrer.

Um abraço.
Um beijo.
As mãos no cabelo.
O vácuo.
O vazio.
O Algo que não existe.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A pedra e os aniversários

Bem, dia 8 de Setembro meu blog fez 7 anos.
7 anos sem noção que eu jamais vou entender.
E eu deixei a data passar completamente, pois pensava "foi aniversário do Blog outro dia, não deve estar nem perto".
Quando fui checar, já tinha passado.
E, se ler os posts de 1 ano atrás, veremos que eu não avancei quase nada.
Estou preso.

Se passou dois anos também daquele grande dia 14 de Setembro.
Incrível, né? Dois anos!
Dois solitários anos!
Como é possível?
Como um ser que se considera vivo pode se manter tão imutável por tanto tempo?
Qual a diferença entre eu e uma pedra?

De qualquer forma, é bom ter meu blog.
Estou voltando a postar textos mais ou menos legaizinhos.
Não sei se é depressão, ou sei lá o quê, mas a ostra está produzindo pérolas de novo.

Realmente quero muito que daqui a um ano tudo esteja diferente.
Guilherme do futuro, posso ter alguma esperança?
Eu realmente quero sair daqui, ir pra qualquer outro ponto do espaço tempo.
Por favor, não me diga que sou o mesmo eu que estou lendo isto daqui a um ano!

sábado, 19 de setembro de 2015

Retalhos do dia

E lá estava eu, precisando de um longo abraço mas sem ser humano o bastante para ir buscar.
Caí de joelhos nas areias do deserto.
Fechei os olhos e fui surpreendido pelo meu próprio oceano inundando o meu redor.
Agora afundo como uma pedra nas fossas abissais da minha própria mente.

Hoje está realmente quente.
Tão quente que meus olhos se derretem em lágrimas de ferro fundido que caem e queimam meus pés.

Do jeito que tá, só o tempo mesmo pra curar.
E até lá, vou apanhar diariamente, mesmo
Não há muito o que fazer, talvez apenas sentir, aguentar e levar...

Uma estorinha qualquer

E nos limites do universo conhecido pelo robô, existe um monstro gigante chamado Agomi.
Agomi é extremamente poderoso. Ele é capaz de voar e de ter contatos muito profundos e prolongados com a Ave. Logo que viu o robô pela primeira vez, percebeu que ele tinha um forte sentimento de atração por ela.
A Ave é uma criatura encantadora, que ou por grandiosidade, ou talvez por falta de sensibilidade, não odiou o robô assim que o viu pela primeira vez, e até conversava com ele de vez em quando, quando não estava voando.
Agomi apenas achava engraçado, como tal ser tão insignificante pudesse pensar ter o direito de sentir algo pela Ave.

Num certo dia, o robô tentou se catapultar a uma grande altura para tentar alcançar a Ave em pleno vôo, tentou algum contato com a Ave, disse a ela como sentia.
A Ave apenas arrancou-lhe o olho, o deixou cair até o chão e sangrar sozinho por um tempo. Continuou seu voo como se absolutamente nada tivesse acontecido.

O tempo passou, e longe de superar seus sentimentos, o robô voltou a sentir desejo pela Ave.
Foi então que Agomi chegou perto do robô e disse:
 - Este verme insignificante acha que pode se aproximar da minha Ave? Haha! Olhe só para isso, seu verme!
Agomi se aproximou da Ave e os dois se abraçaram ternamente, longamente, um abraço puramente humano, carinhoso. Um sonho tão desejado e impossível para o robô, e ele vê que, para o Agomi, isto é algo cotidiano, que ele pode fazer sempre que quiser.
Agomi se afasta da Ave e diz:
 - Agora, sua barata nojenta e asquerosa! Saia daqui e não volte mais!
E dá um chute, jogando o robô a quilômetros de distância.

Para o robô, o golpe físico nem sequer foi sentido,
Estava anestesiado pela intensidade que aquela visão teve sobre ele.
O robô não possui permissão para ter verdadeiras emoções humanas, mas sentiu o mais próximo que podia de raiva e tristeza extremas.
Chorou o máximo que lhe era permitido.
Voltou caminhando para casa, arrasado.
E escreveu em seu blog sobre seu dia.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sem vida

Acaricio um cachorro quando um som me chama a atenção.
Me viro para investigar e sou engolido pelo deserto.
As lágrimas embaçaram a visão das ideias.
Fecho os olhos e, quando abro, estou afundando no oceano.
Neste lugar, o sol é apenas um mito.
Não me movimento. Não ativo sequer um músculo.
Estou sendo sugado para as fossas abissais.
Esmagado pela enorme pressão.
Carregado como um objeto.
Já estou sem vida.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

inst harm

Tão só que dá até um frio na barriga.
E ela não percebe o mal que faz.
Não sei se tenta ajudar,
ou se quer ver tudo pegar fogo mesmo.
"Baby don't hurt me, no more".

Crise criativa

O escritor bate nas teclas furiosamente.
Mas nada sai no papel.
A máquina está quebrada?
Não, funciona perfeitamente.
Não é este o problema.

O músico pega seu instrumento.
Mas, dele já não sai nenhum som.
Desesperado, o músico joga o instrumento no chão.
O instrumento cai suavemente, sem perturbar o absoluto silêncio.

O projetista costumava passar noites em claro.
Criando as mais belas e complexas invenções.
Hoje, o projetista rabisca a lapiseira na prancheta com força,
mas todas as folhas permanecem em branco.

A crise criativa assombra os criadores.
E nada mais será criado.
Não há mais nada a dizer, nada a mostrar, nada a sentir.
A criatividade foi engolida pelo deserto.

domingo, 13 de setembro de 2015

Desculpas

Eu devo um pedido de desculpas.
Àquela bela moça de vestido que olhou para mim, mas que eu não tive coragem de ir conversar com ela.
E também, a mim mesmo, por ter me deixado perder esta oportunidade de conversar com alguém que eu queria conversar.

É fato que mudanças muito profundas precisam ocorrer na minha mente para que eu possa algum dia ter esperanças de não ser alguém tão solitário.
Eu tive medo de conversar com uma pessoa e isto impediu uma pequena parte que contribuiria esta mudança.
E assim eu tive o que eu já sempre tenho: a distância.
E a distância traz o silêncio e a solidão.