segunda-feira, 27 de junho de 2016

Stress cube

Por que as pessoas acham tão bonito ser alguém estressado?
Por que todo mundo tá sempre explodindo, xingando?
Por que não dá simplesmente pra relaxar?
Eu, melodramático superexagerado que sou, as vezes acho que estou melhor do que toda essa gente doida que vive gritando, batendo, correndo.

O ódio deve mesmo ser algo muito encantador pros humanos.
Talvez por isto eu nunca combine com ninguém.
Talvez por isto eu tenha que ficar sempre só.
Acho que eu já devo ter dito isso aqui umas 100 vezes..

Algo que está muito além da compreensão do cubo de gelo.

domingo, 26 de junho de 2016

O que eu fiz?

E eu falo falo falo falo sem parar e minhas palavras vão voando e voando e voando e voando em direção ao vazio sem fim.

E eu vou escrevendo escrevendo escrevendo escrevendo e ninguém vai lendo lendo lendo lendo.

Todos sabemos o quanto é fedido ter esperanças em tampas de boeiros abertos sem tampas alegria.

Todos nós sabemos como é fechado e aberto ter tampa em boeiros.

Aaah! Nós todos sabemos nós todos temos.

Nós todos temos circos que voam e voam e voam e voam aah!

E eu escuto escuto escuto e escuto sem que meus ouvidos ouçam uma vírgula.

O baixo é baixo embaixo do baixo.

Eu nasci um erro de performance é astuto e asteroidal.

Todos nós todos nós todos nós todos nós.

Abraçados e mortos abraçados e voantes pelo espaço sideral!

Esmagados pelo nada! Esmagados por nós mesmos!

Eu comi muito bolo, eu comi muito bolo, e agora quem sou eu?

Eu estou tão só tão só tão só tão só no meu sótão sótão sótão sótão!

Por que ninguém me vê? Por que ninguém me ouve?

Como foi que eu morri? Será que doeu?

O que eu fiz?

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Fechar os olhinhos

Nossa, cara..
Eu tenho que parar de pensar nisso.
Tenho que tirar isso da cabeça..
Se não, vou acabar fazendo...

domingo, 19 de junho de 2016

Férias

Enfim o primeiro fim de semana das férias!

Um tanto quanto sangrento: Minha alergia me atacou até meu nariz sangrar. Minha lixeira transbordou de papel higiênico. Usei 3 rolos inteiros só hoje.

Um tanto quanto solitário: Passei a maior parte do tempo trancado no quarto sozinho e não botei o pé pra fora de casa. Mas, por uma boa causa! Finalmente organizei meu laboratório que estava uma bagunça infinita!

Organizei também algumas outras coisas que estavam me incomodando bastante.

Acho que a bad me pegou um pouquinho no final.. fiquei com umas ideias meio sinistras na cabeça.
Mas, vai passar.. deve ter sido só uma recaída.. talvez seja cansaço de tanto espirrar, gastar vários rolos de papel higiênico, ou de lutar contra meus cartões SD.. mas acabou dando certo no final! Passei tudo de um de 4GB pra um de 8GB! (sei que isso não parece ser algo difícil, mas sabe como é o universo comigo, né? fiquei umas 3 horas pra conseguir).

 - Gabinete.
 - Não falei mais com ela. Sinto muita falta, gostaria muito de conversar atoa, zoar ela do nada, era tão legal. Mas, se começo é como uma droga... eu vou ficando cada vez mais viciado. Então, a única maneira de me manter são, ou pelo menos vivo (ou quase isso), é ficando longe dela.
 - E ela deve estar com pânico de você.
 - Ah, isso todas as meninas têm. Todas tem pânico de mim. Porque eu sou um penico. E o penico traz panico.

Penico Pânico Penico Pânico Penico Pânico Penico Pânico.

É assim que a vida é.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Não tão ruim

Olha, eu não tô tão ruim assim.
Eu tô lutando contra a "bad".
Eu exagero muito aqui no blog.
Eu gosto de escrever um melodrama superexagerado.
Gosto mais ainda de ler meus melodramas superexagerados.
Eu até solto umas risadas lendo isso aqui.
Acho que eu vou ficar bem.
Não leve a sério o que eu escrevo aqui.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Cochilo

Sonhei que estava em algum lugar comendo doce.
Mas eu estou bem.
Como um animal que já parou de lutar e aceitou o abate.
Eu já estou morto.
Meu pâncreas ainda bate porque ainda não percebeu.
E eu ainda vago como um zumbi pois minha maldição me impede de repousar.
Meu corpo já se putrefaz.
E no meu interior gelado, os vermes se alimentam de meus restos errantes.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Eu quase nem existo

A que nível eu cheguei..
Me afundei na minha própria merda até que toda a luz fosse esquecida
Sou meu próprio lixo
Meu próprio resíduo
Eu sou o Oh!
Eu sou o Oh!

Esse semestre foi uma carga pesada.
Foi mais do que eu consegui suportar
Minha mente não tá dando conta de processar tanta informação assim.

E eu ando tão distante de tudo.
Distante dos meus amigos.
Distante da minha família.
Distante das coisas que gosto, passeios, jogos, filmes.
Tem algo de muito errado e sombrio na minha vida.

"Eu quase nem existo"

Nos esfria e

"Não vou ficar na bad hoje! Não vou ficar na bad hoje!"
E quando entrou na sala de aula, la estava a Fênix...

Hehe, isto é engraçado.

Mas, não fiquei realmente triste em vê-la..
Acho que talvez eu tenha me assustado um pouco, ou sei lá..
Enfim, eu disse que não ficaria na bad.

Ela é tipo a minha "Princess Bubblegum"

Haha "A solidão nos esfria e nos faz querer morrer."
Cara, eu adoro meus posts..
Li isso e quase engasguei de tanto rir.
"nos esfria e nos faz querer morrer"
Olha o quanto isso soa engraçado!

Enfim, a luta cotra a bad não se ganha de um dia pro outro.. mas dia após dia eu espero ir avançando.
Eu estou com bastante sono.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Nostalgia

2008, 2010, 2012, 2013, 2015, 2016...

A cada um desses anos, eu olhava os posts dos anteriores e tinha percepções semelhantes.
A cada ano pensava:

"Eu era extremamente solitário naquela época, mas estou muito pior hoje.
 Eu pensava que eu não tinha esperanças naquela época, mas tenho muito menos hoje."

Tudo está, realmente, se tornando, assustadoramente, cada vez mais sombrio.
E enquanto os limites positivos demoram anos para serem superados, os negativos são quebrados segundo a segundo, como teias de aranha sendo perpassadas pelo corpo em queda no poço sem fundo.

É uma forma muito sinistra de nostalgia.

domingo, 22 de maio de 2016

Salvação

Conversar com alguém foi muito bom.
Me tranquilizou, e possibilitou que eu continuasse meu trabalho.
Mesmo que tenha sido atoa, sobre coisas aleatórias.
Meu amigo Raphahouse não fala muito mais comigo.
Acho que está muito ocupado experimentando a humanidade.
Eu estava um pouco excessivamente desesperadamente solitário.
Pelo menos isso salvou meu fim de semana.

Tradição

Seguimos a boa e velha tradição!
Aquela de passar anos trancado no congelador!

Líquido

Meu cérebro está se transformando em um líquido.
Eu posso sentir.
Posso ouvir o barulho de líquido balançando, quando mexo a cabeça.
Acho que está começando a escorrer.
Escorre pelos meus olhos.
E pinga no chão.
Aquele líquido rosa.
Estou me sentindo estranho.

A semente

Minha cabeça está tão pesada que mal consigo ficar de pé.
Vou andando e minhas pegadas vão se tornando cada vez mais fundas.
Afundo meus pés na terra dura.
Afundo meus joelhos.
Minha perna.
É quase impossível caminhar.
Agora já mal posso me mover.
E continuo afundando na terra.
Quanto mais relutante, mais me afundo.
Até que minha cabeça se afunda na terra e já não posso ver mais nada.
A terra invade meus pulmões, esmaga meu corpo, me paralisa.
Me perfura com cem estacas de pedras pontiagudas.
Implanta uma semente em meu cérebro,
que explode em uma imensa árvore negra.
Uma árvore negra com uma aura maligna que suga toda a luz.
A árvore se alimenta do pouco que resta da minha vida.
Utiliza minha energia vital para crescer seus frutos.
De seus frutos, saem pequenos demônios que se unem em um só ser.
O ser maligno grita tão alto que uma onda de choque desintegra a árvore que o criou e destrói tudo ao seu caminho.
Com necessidade de destruição, sai a vagar o mal mais poderoso do universo.

sábado, 21 de maio de 2016

Rapidinho

É tudo rapidinho de fazer
Mas nunca temos tempo
Sempre tanta pressão!
É tudo sempre tão intenso!

E tudo aperta por todos os lados
Tudo tão sufocante
Tudo descontrolado

Parece que, a qualquer momento, tudo simplesmente vai explodir
Parece que tudo que penso, não demora um segundo pra sumir
Parece que todo universo decidiu conspirar contra mim
Parece que tudo que eu conheço vai deixar de existir

Eu sinto muito, não tenho nada de bom pra dizer
É sempre isso, nunca muda o que vai acontecer
E se algum dia eu fui bom em alguma coisa qualquer
Esse dia já passou e hoje eu nem sei mais o que é
Já não sei mais quem eu sou, e como cheguei aqui
E agora já não há mais nada aqui dentro de mim

Sou apenas um saco vazio carregado pelo vento
Que voa pelo mundo sem nenhuma ação, nenhum movimento
A minha mente, assustada busca abrigo em textos imensos
E quando as letras acabam fico preso em meus pensamentos

Aqui estamos nós

Aqui estamos nós de novo
Só nós dois
Na verdade, só um
Como sempre é e sempre vai ser
No fim, somos só nós, um

Sou só
Sou o pó
O que fica quando todos se vão
Aquele que vive em vão
E como será?
Ter um lugar para ir?
E ter gente lá, que te faz sorrir?

E agora que todos se foram
a tempestade de areia continua
no meu deserto

Meu violento deserto
ninguém chega perto
ninguém quer saber

A tempestade de areia nunca realmente cessa.

Estou exausto de viver,
E por mais jovem que eu possa parecer,
minha mente já está a apodrecer,
minha alma é velha, cansada e já não pode mais ver
o que dizem haver de bom por aí

É como estar no fundo de um poço tampado
E lá na tampa, bem distante tem uma televisão
Daquelas bem antigas preto e branco e quase sem som
Tentando mostrar o que ainda há de bonito pelo mundo.

Estou tão morto, há tanto tempo
Pedaços de mim caem por onde eu passo
Minhas mãos rígidas e quebradiças
mais nada podem tocar
mais nada podem sentir

Bate um vento mais forte
E me faz em mil pedaços
Leva meu pó pelo ar
E eu nada posso fazer

Flutuo no espaço sem ação
Vejo o tempo passar num clique
Fujo do passado,
não tenho futuro
e não sei o que fazer com o presente

Eu caio dentro dos meus olhos
Caio para sempre em mim
Mergulho num oceano
que jamais vai ter um fim

Me afogo em mim mesmo
Me sufoco em minha mente
Me congelo em meu calor
Tudo passa lentamente,
e acaba rapidamente.

Meu coração nunca bateu
Meu muro é indestrutível
Me protege de tudo de bom que venha de fora
E impede que qualquer coisa boa saia
Me mantem sempre distante
De qualquer um que apareça

Meu deserto é infinito
Jamais conseguirei sair
Não importa o quanto eu me esforce
Não importa o que aconteça.