sábado, 6 de janeiro de 2018

Profissional

Pâncreas sonham com cavalos, eletricidade é mato.
Hoje fomos no profissional.
Tantas coisas foram discutidas, tantas coisas tão profundamente relevantes!
Uma dentre tantas dessas coisas foi a capacidade de dizer "Não!".
Devemos dizer NÃO quando não podemos seguir com alguma coisa.
Por isso mesmo disso não para o antenamento camerotérico!
This is the end!
O fim é o sucesso! O interruptado é o sucesso!
Hoje é o início da mudança!
Bora fazer esse trem dar certo!

domingo, 10 de dezembro de 2017

Não tem outro jeito

Nós temos que arrumar motivação.
Não tem outro jeito.
Temos que ser fortes e suportar não importa o que vier.
Não tem outro jeito.
Não tem outro jeito!
Temos que lutar!

Quarto

Bem, chegando próximo a um quarto do caminho (simbolicamente, não que ele tenha que durar mais três do que já durou..) talvez possamos dizer que somos quase exatamente o que sempre quisemos ser.
E foi necessário chegar até aqui para perceber que não é nada disso que queremos ser.
Um quarto do caminho então foi em vão? não.
Mas, também não terá sido em vão se, suavemente, largarmos tudo e mudar tudo radicalmente no próximo quarto.
Eu gosto muito de estar onde cheguei.
Mas não sei se sou capaz de permanecer aqui.
Meu corpo e minha mente gritam desesperados pelo tempo que eu não posso ter.
Me negam qualquer mínima força ou motivação como forma de forçar a desistir de tudo e buscar este tempo.
Na verdade, eu nunca pude ter tempo, mas, pensei que poderia ter depois que a última grande formação terminasse.
E não tenho.
Ou será que estou me equivocando totalmente e o problema é outro?
Talvez eu esteja me comparando com alguma base que não deveria.
Talvez eu esteja procurando um caminho mais fácil, e quando eu chegar a este caminho, vou procurar um ainda mais fácil, seguindo um ciclo vicioso, até que acabe chegando de forma rápida e eficiente em um destino que seja a ruína total.
Talvez as doenças estejam tapando a minha visão e corrompendo meus sentidos, me fazendo vacilar em minha caminhada, ameaçando me fazer cair do meu posto conquistado com tanta luta.
Ou talvez esta luta realmente tenha sido muito longa, talvez eu tenha me perdido no caminho sem perceber, talvez ela tenha custado todas as minhas energias. Será que eu cheguei tão longe para morrer aqui?
Ou será que o segundo quarto pode ser todo um novo mundo a ser explorado, e eu não tenha obrigação nenhuma de me prender à vida que eu construí no primeiro quarto?
Enfim, esta é uma história ainda em processo de escrita. Não há uma conclusão certa.
Assim como não há uma conclusão certa neste post, que aliás, talvez não tenha conclusão nenhuma.

Madrugadas

Dizem que as madrugadas são para dizer aquilo que você não pode dizer de dia.
Acho que é verdade.
Pelo menos, costumava ser.
Mas agora, as madrugadas estão ficando cada vez mais escassas.
E elas fazem falta.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Metas

Metas servem para serem frustradas.
No emprego.
Nos trabalhos por fora.
Nos hobbies.
Nos momentos de lazer.
Nos "relacionamentos".

Eu consigo fracassar em tudo.

Preciso de tempo..

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Freios novos

Wooow!!
Parece que alguém está descendo uma ladeira um pouco rápido demais.
Talvez seja hora de pisar fundo nesses novos freios...
Antes que seja tarde demais...

domingo, 26 de novembro de 2017

Luz da lua

O escritor mais ingrato de todos os tempos.
Escrevia penosamente sobre suas folhas já amareladas e envelhecidas.
Eram as únicas que tinha, porque, por ser tão ingrato, as deixava solitárias jazendo incontável tempo em uma gaveta trancada.
E nem ao menos havia um motivo para deixá-las tão protegidas, visto que, ainda que ele as pendurasse pelo teto e as espalhasse pela casa, não haveria ninguém interessado em lê-las.
O que torna ainda mais imperdoável sua ingratidão.
Mas, assim ele fazia. As deixava guardadas, morrendo, apodrecendo.
E, como o famoso cão arrependido, voltava a elas, apenas quando estava tudo por um fio.
Hidratando-as com suas lágrimas injustificadas.
Entretendo-as com as músicas que elas já ouviam desde que eram jovens.
Sempre as mesmas músicas, as mesmas que sempre coloca em sua velha radiola, quando está tudo por um fio.
Afogando-as em suas memórias, memórias que reaparecem em sua mente perturbada, quando está tudo por um fio.
E, após dar-se conta de que, por mais alto que escreva ninguém poderá ouvir, ele põe o ponto final e tranca novamente as pobres folhas.
Volta ao seu melancólico estado automático, onde o tempo passa como o vento de um tornado.
Até que a luz da lua venha o fazer escrever novamente.

domingo, 12 de novembro de 2017

With diamonds

Nós mal nos conhecemos.
Mas, já compartilhamos algumas das memórias mais bonitas que eu tenho.
Ainda estamos tão distantes.
E o futuro, mesmo que muito próximo ainda é muito incerto.
Mas a roda da bicicleta segue girando.
O pedal agressivo e desajeitado gira insanamente os ponteiros do relógio.
E, flutuando por uma dimensão só nossa, nós vamos na garupa..
nos beijando..

Last days

How were his last days?
If he did not write much on them, then they were good.

domingo, 17 de setembro de 2017

Ressaca

Não tenho dor de cabeça.
Minha ressaca é mental.

Se pessoas realmente gostam daquilo, então eu não sou uma pessoa.

Eu não sou de dar show.
Quando sinto que é a hora, eu não falo com ninguém.
Eu simplesmente vou.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Aqui no futuro

Olá!
Daqui do futuro!

Aqui no futuro tudo é branco.
Tudo é cinza.
Monocromático.

Aqui no futuro, tudo é de ferro.
Eletrônico.
Automático.

O futuro fica aqui bem no alto.
Então a gente vê tudo aí no passado.

Só é uma pena daqui não poder atirar.
Não tem arma, nem bala, e não dá para comprar.
O dinheiro aqui não é vale nada, é só pra enfeitar.

Aqui no futuro é tudo branco, e está tudo em eterna queda livre.
Não há vento nem luz, mas é tudo branco.
Não há nada para ver nem sentir.
É tudo branco, mas não existe luz.
E não tem ninguém aqui.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

No oceano de fezes, eu sou detergente!

Tudo bem, eu sou um idiota.
Eu trato as goiabas como se fossem outra espécie, não como iguais, e é por isto que jamais uma goiaba permitirá que eu a toque.
É claro que, eu também sou totalmente diferente do que as goiabas esperam.
E SIM! Existe um comportamento/visual padrão que as goiabas esperam!
Elas são meio que computadores SIM! Que seguem um certo protocolo e que podem ser acessadas se o operador conhecer esse protocolo.
Mas, nós também somos, e não há problema nenhum nisso.
Quero dizer, não "nós". Me referia aos humanos, não a mim.
Não posso me incluir como humano, não, não.
Eu já disse alguma vez que eu sou um idiota?

Mas, mesmo sem diferenciar, goiabas ou humanos..
Fato é que eu não sinto pertencimento.
Eu sou incapaz de pertencer.
Ou seja, eu não sou parte de nenhum grupo.
Eu nunca vou ser um membro de nada.
Eu nunca consigo tratar ninguém como igual, pois eu não me sinto igual a ninguém.
Eu sou o pedaço rasgado de papel.
O subproduto indesejável do éter.
O estilhaço de imã que jamais terá para onde voltar.
No oceano de fezes, eu sou detergente!

Eu vou apodrecer bem antes de morrer insano, podre, deslocado, vazio e sozinho.

Culpa - A batata quente

É MUITO IMPORTANTE DEFINIR DE QUEM É A CULPA.

Não tem problema se nada funcionar.
Desde que se tenha consciência de que nós não somos os culpados.
Temos que jogar a culpa nos outros.
A coisa mais importante de todas é saber de quem é a culpa.
Afinal, se ~acidentalmente~ a culpa vier a ~erroneamente~ cair sobre nós... não.. isso é inadmissível! Não pode acontecer de forma alguma!

Que não seja tudo problema nosso!
Passa a bola um pouco para eles também!
A culpa é deles não nossa!

...

Ps: Este é um post sarcástico. Exceto o que vem depois dos três pontos, que não é sarcástico.
Os três pontos são como o muro do sarcasmo.
O sarcasmo acaba ali.
Eu sou um idiota. Isso não foi sarcástico.
A verdade é que eu estou muito cansado de tudo isso.
E isso não foi sarcástico.
Nada depois dos três pontos foi sarcástico, deu para entender bem isso? Fui claro o bastante?

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ser humano

O andarilho se arrasta pelo seu infinito deserto.
E o pensamento em desistir ecoa pesadamente em sua cabeça.
Desistir de tudo.
E se unir às areias do deserto, em seus esplendorosos ventos.
Deixar que sua consciência se difunda em milhões de grãos voadores.
Até que a abstração atinja o infinito.
Libertando-o do querer e não ser - humano.

sábado, 12 de agosto de 2017

Após

Procurando e procurando.
Sem saber o que está procurando.
Andando pesadamente com sentidos saturados e atenção ausente.

Todas as palavras já foram usadas.
Não há mais nada a ser dito.
Não há mais nenhum som.
Apenas o vento do deserto.