terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Blue Monday

Vi num episódio de uma série bastante legal.
Um caso de ilusão e falsas esperanças.

"Você entra em uma situação em que
você sabe exatamente como tudo vai acabar.
Mas você continua assim mesmo.
E quando seus temores vem à tona,
você se tortura porque já sabia.
Mas isso é o que você é,
e você fica se punindo e se punindo por isso."

Parei de assistir quando cheguei nessa parte.
Não porque não estava gostando, eu estava achando realmente muito boa.
Mas até este ponto, eu vi praticamente a história da minha vida ali.
Sei que, se eu continuar assistindo, tudo vai ficar "melhor" para os personagens, e isto não ocorre na vida real. Por algum motivo misterioso, quero que as coisas continuem para eles, como ficou comigo.
Não quero receber o final feliz deles para esquecer os meus "finais".
Eu gosto de caminhar sozinho pois, as vezes, é bom estar tão solitário fisicamente quanto como você se sente mentalmente.
Enfim, eu estou só falando um monte de besteiras sem sentido algum.
Vou parar de escrever agora.
Até mais.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A semente

Hoje eu sou um fazendeiro.
Possuo uma fazenda gigante.
Uma das maiores que existem.
Ocupa vários planetas, várias galáxias.
A todo vapor, a todo instante.
Sua produção não para nunca.
Tão vasta a sua extensão,
que até me perco em sua lavoura.
Uma verdadeira floresta universal.
Árvores enormes que se proliferaram infinitamente.
Originadas de uma semente que plantei um dia.
A semente do abandono.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

"Se sentiu especial"

Se os traidores soubessem uma linha sobre o deserto, não diriam alguma coisa desse tipo.
 - "Traidores?" Como assim? E então quer dizer que não foi assim?
Talvez tenha sido. Mas apenas isto não necessariamente seria motivo para minimizar tanto o deserto ou as palavras de um robô que, sem isso, já teria dificuldade de falar. A menos é claro que se tratasse de um traidor. O seu instinto fala mais alto que qualquer outra coisa. A necessidade de enganar, massacrar e humilhar mesmo os que estão ao seu lado é algo sedutor e incontrolável para a sua mente.

Eu certamente preciso escrever alguma coisa sobre os traidores.
Mas não vai ser agora.

O Parabéns

Introdução:
O protocolo do disfarce humano, a que o robô andarilho do deserto está submetido, propõe que ele dê os parabéns quando uma pessoa humana próxima a ele faz aniversário.
Acontece que, o andarilho não é realmente próximo a ninguém. Sua mente vive no deserto. Não existe ninguém lá, além do robô.
Ainda assim, ele precisa passar diariamente pelo mundo dos humanos.
Ele é parte da sociedade humana, mesmo que apenas superficialmente.

A Fênix:
Uma criatura mágica com a incrível capacidade para vencer longos desafios, e que pode ressurgir das próprias cinzas, caso algo dê errado.
Carrega em seu pescoço um colar com pingente em forma de coração. Um órgão que o robô nem sequer se lembra se já teve algum dia e, convenientemente, substituiu pelo pâncreas. Um símbolo de tudo que o andarilho não pode ter e não pode tocar.
Mesmo que a habilidade de curar qualquer mal com suas lágrimas não fosse capaz de conquistar a amizade de alguém mais insensível, a simpatia da fênix seria suficiente para tal conquista. Desta forma, a Fênix, ao contrário do robô, jamais está sozinha.

Um robô na multidão humana:
O andarilho se sente extremamente incomodado de ser um no meio de uma multidão a parabenizar a Fênix pelo seu dia. Seria isto uma necessidade de "se sentir especial", como dizem alguns traidores?
Talvez. Mas pode ser também uma sensação de incapacidade, ridicularização, de auto discriminação por ser um robô, e não um humano igual aos demais que estarão ali. Se a Fênix convidasse a todos os amigos para uma gigantesca celebração, o robô iria comparecer? É claro que não.

Conclusão:
Este é um tema tão ridículo, minúsculo, inexistente no universo, que nem mesmo no meu blog eu consigo fazer com que pareça ser algo significativo. E a minha incapacidade intelectual é tão pronunciada que eu não consigo escrever mais nenhuma palavra sobre o assunto.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Aura

O fantasma branco reapareceu no deserto.
Seu poder de atração aumentou incrivelmente.
Não veio para me visitar, obviamente,
Até porque, não há mais o que tirar de mim.
Passou pela região por outros motivos.
Mas sua presença foi notada no deserto mesmo assim.
E como não notar tão bela e destruidora presença?

A Aura da destruição.
Cabelos feitos de nuvens e raios do sol em planetas já esquecidos.
Os olhos são portais para a dimensão do inferno, construídos com vegetação exótica de diferentes pontos da galáxia, modelados com magia e dotados de manipulação e ilusão.
Sua boca é coberta de magia de aprisionamento de almas.
Embora tenha baixas concentrações de coragem, ousadia e honestidade, isso não lhe faz falta nenhuma. Assim como não faz falta para a maioria da sua espécie.
Seu poderio foi suficiente para destruir tudo o que havia em meu planeta antes do deserto. De tal forma que, até hoje, ninguém nem quis reconstruir.

Embora seu poder de atração realmente esteja ordens de grandeza mais potente, estes efeitos não me afetam mais. Não moveria uma palha para me aproximar do fantasma.
Mas sua presença ainda tem poder para enfraquecer minha mente, deixando o deserto extremamente escuro, solitário e impregnado com substância de fracasso eterno.

Por sorte, o fantasma não fica na região por muito tempo.
Me deito com a cabeça apoiada em uma pedra e aprecio sozinho o belo pôr do sol no meu planeta, seguido pelo pôr de planetas vizinhos numa visão bela e reconfortante.
Não há ninguém aqui além de mim.
Aos poucos recupero minhas forças.
A caminhada no deserto continua sempre, pelo menos enquanto eu ainda for capaz de me regenerar de danos como estes.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Quem quiser falar comigo

"Quem quiser papo comigo tem que calar a boca enquanto eu fecho o bico!
E estamos conversados!"

Bastantemente eu!
Adorei essa música! Haha!
Assim como outras do Arnaldo Antunes.
Pena que eu não conhecia as músicas dele quando fui no show que ele fez há pouco tempo na praça da estação.

sábado, 3 de janeiro de 2015

O navio azul da garrafa transparente

 - Por que você escreve?
 - Porque eu gosto e é divertido.
 - Mas por que você só escreve desgraças?
 - Porque funciona como um desabafo. E a minha mente funciona melhor desse jeito.
 - Depois de tanto tempo, por que resolveu fazer outro post desse tipo, em que você conversa com você mesmo? Não acha isto muito solitário?
 - Não é tão solitário assim. Quis fazer o post só pra lembrar dos velhos tempos, mesmo.
 - Por que você parou de colocar fotos nos posts?
 - Preguiça.
 - Por que você parou de conversar assim com pessoas do mundo real? Antes você conversava com outras pessoas igual está conversando agora: enchendo elas de perguntas inúteis, mas ainda assim era algum tipo de conversa. E pessoas gostam de falar de si mesmas, então eu realmente não entendo o que há de errado em fazer isto. Por que você parou?
 - Não sei ao certo quando isto se perdeu, mas foi por volta de 2010. Aliás, 2010 deve ser o ano mais bonito do meu blog, pois foi um dos mais degradantes da minha vida. Talvez eu realmente tenha um "Bloqueio emocional", como ouvi dizerem por aí.
 - E como foi o ano de 2014? Vai escrever uma "Retrospectiva"?
 - Foi um ano medíocre, mas pelo menos não foi um ano tão ruim. Com certeza vai ter retrospectiva, eu acho, talvez, bem, não sei, se me der vontade e se eu não estiver com preguiça,
 - Hum, entendo. E como vai ser 2015? Vai ter um clássico post "Coisas sem noção que só eu entendo 2015" ? quais são as metas?
 - Acho que não vai ser tão diferente de 2014, mas não faço ideia. Vou fazer o post sim, eu acho.
 - Enfim, foi bom conversarmos novamente após tanto tempo, mas acho que precisamos ir dormir. Estamos com preguiça infinita de fazer o que vamos fazer amanhã, e já passaram das 2 da madrugada.
 - Concordo, outro dia conversamos mais.
 - Até mais!
 - Até mais.
 - O que essa música tem a ver com isso tudo?
 - Absolutamente nada. Mas eu gosto dela.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Escondido na grama

Ei! Esse é um blog secreto!
Dê um jeito de sair daqui agora mesmo!
E não volte!

Certamente você leu um bocado de besteiras aqui, mesmo que tenha lido apenas alguma linha aleatória.
E com certeza você entendeu algumas coisas bem erradas.

Recomendo dar uma olhada neste post: http://coisassemnocaoquesoeuentendo.blogspot.com.br/2014/11/o-meu-blog.html

É sério!
Aqui é o meu lugar de falar um monte de besteira! Entendeu?
Aqui eu uso e abuso da minha licença poética!
Licença poética!
LICENÇA POÉTICA!!!

Pense em um dia quando você chuta a parede com o dedo mindinho, então você pode ir a um lugar e gritar "O mundo acabou!!  Eu chutei a parede com o mindinho! Eu vou morrer e todos são amaldiçoados por isto!!". Pois então, assim é meu blog.

E eu já não disse para sair daqui?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

6 anos atrás

Onde você estava há 6 anos atrás?

Me conte o que fazia,
sobre o que pensava?
Por onda andava?

Porque eu acabei de chegar lá.
Estou há 6 anos atrás de agora.
Tenho, hoje, a mente que deveria ter há 6 anos atrás.

Acabei de chegar há 6 anos atrás.
Vejo velhos amigos e colegas que eu vou abandonar nos próximos 6 anos.
Vejo a lua com quem eu não saberei me envolver nos próximos 6 anos.
Tenho uma cultura interessante (para alguém 6 anos mais novo que eu), que eu vou demorar os próximos 6 anos pra adquirir.
Me diga por onde andava! Talvez possamos nos encontrar lá e mudar o presente e o futuro!

Mas tudo já está feito. Qualquer desvio não passaria de uma mera ilusão. E minha mente já andou perdendo a capacidade de se iludir.

Tenho o conhecimento de alguém 6 anos mais novo que eu.
Tenho a energia, disposição e vitalidade de alguém 80 anos mais velho.

Por onde andará o guilherme que deveria ter 21 anos?
Será que ele vai demorar muitos anos para aparecer?
Ou será que ele vai conseguir evoluir num ritmo bom, para tentar alcançar alguém da mesma idade dele?
Ou será que... (não havia nada de importante aqui)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Sobre qualquer coisa que não tenha a mínima importância

O zumbi que caminha pelo planeta deserto relembra suas velhas histórias com melancolia.

O sol sem luz visível, ultra quente, constante, incessante.
A estiagem, a umidade quase nula, a atmosfera ultra rarefeita.
A solidão, o desespero, o medo, a vontade, a frustração.
A gravidade elevada, a areia cortante voando em alta velocidade, os ventos quentes e ácidos.

O telefone toca. Ele se levanta da cadeira e corre para atender. Abre-se um buraco no meio do corredor onde ele cai eternamente. Ele jamais atendeu a ligação. Mas não importa, não era para ele. Ele caiu no deserto.

 - Há algo de errado com seus olhos. Não consigo sentir a sua luz interior. Na verdade, parece até que os seus olhos são portais para o inexistente. Seus olhos sugam o que há ao redor sem transmitir qualquer tipo de energia.

O zumbi já não sabe mais quem ele é.
Aparentemente, isto já foi escrito em algum lugar, mas esta é a vida do zumbi: Um eterno loop, um paradoxo temporal não resolvido e não resolvível, um beco sem saída, um cão de três cabeças, uma trilogia de apenas dois capítulos, uma instância do abandono, uma chamada perdida, um teto sem chão, um eterno loop.

O zumbi mal consegue abrir os olhos. A tempestade de areia está excepcionalmente forte hoje.
Ele se senta no chão de areia fina do deserto e tenta escrever alguma coisa. Não dá muito certo. Ele acaba caindo no chão e dorme por ali mesmo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O fantasma - Na pança de um bagre

Hahaha!!  Eu sou realmente um fantasma!
Exatamente como diz naquela música...
Nunca vou quebrar "A corrente que me prende a minha ilusão"...
"A liberdade que eu sinto é acomodação"...

Em Setembro de 2012 eu caí na pança de um bagre, tudo deu errado e eu tive que reconstruir do zero, assim como estava escrito lá. Por incrível que pareça, no ano seguinte eu consegui construir todo um mundo de ilusões de novo!
E ele foi totalmente destruído de novo, até não sobrar nada.
Caí na pança do bagre de novo. Agora está acabando 2014, mais de 1 ano depois, e ainda lá estou eu, na Pança do bagre. E dessa vez, parece que cheguei para ficar.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Amizade de mão única

Quando toda sugestão é irrelevante.
Quando toda a confidência é escancarada.
Quando não há confiança, e não há resposta.
Quando as conversas são sempre na mesma direção.
Qualquer outra tentativa só retorna silêncio.

Amizade de mão única.
Realmente nunca acaba.
Enquanto durar a paciência infinita de um robô.

Férias do pâncreas no ventilador

Férias bastantemente legarióticas.
Não tenho muito o que escrever agora,
Mas finalmente estou tendo um tempo pra mim.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Liberdade!

Acabou uma etapa muito importante da minha vida, que foi um estágio de 3 anos.
Eu realmente gostava de trabalhar lá, mas estou muito feliz em estar finalmente de férias.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O dinossauro

Será que devo compartilhar aquela música "Socorro"?

 - Mas por que?

 - Porque eu posso.

...

Eu costumava escutar aquelas músicas dos Beatles e pensar sobre as letras.
Costumava conversar, imaginar, escrever cartas.
Agora já tenho um escudo contra tudo isto.
Eu realmente envelheci muito.
Eu sequei, enferrujei, me automatizei.
Eu desevoluí, retrocedi, murchei e morri.
Eu sou um robô.
Eu sou um velho, aposentado, um dinossauro de 21 anos.

Não que eu queira voltar àquele tempo, por favor, não!
A verdade é que nem eu sei o que eu estou querendo dizer e aonde quero chegar.