quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Destempero

O sem tempero.
Sem gosto.
Sem textura.
Perfeitamente cinza.
Redondo.
Morno.
Ameno.
Desprovido de detalhes.
Contínuo.
Estável.
Agradável.
Previsível.
Até que sua substância tenha sido consumida, dissolvida pela indissociabilidade do vácuo ao seu redor.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O cover do cover do cover do cover do cover

Na verdade, eu estou precisando escrever sobre várias coisas.
Não que as coisas estejam ruins, na verdade, elas estão até relativamente muito boas para mim, pelo menos se tratando em estado mental e físico, ou como eu estou lidando com as coisas que talvez não estejam tão boas assim.
Uma das coisas que eu realmente queria escrever e me aprofundar sobre é o cover do cover do cover do cover do cover do cover...
É um bom cover.
Mas, eu não posso escrever sobre nada agora, eu já deveria ter saído para o trabalho há uns 40 minutos atrás. Já vou chegar bem tarde, mesmo que as coisas lá também não estejam tão críticas, não estou querendo chegar tão absurdamente tarde.
E no fim, a única coisa que a gente gostaria de ter tido mais é tempo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

funebricidade

Aqui chego novamente em uma situação em que as coisas no trabalho dão absurdamente errado.
Dessa vez, divido um pouco a culpa com um colega meu (que, de fato, foi um tanto quanto imprudente e deliberadamente me abandonou pra me ferrar sozinho), mesmo que essa culpa, na verdade não seja de nenhum de nós dois. Agora é muito tarde para evoluir bem esse assunto, eu preciso dormir para receber a inundação colossal de fezes amanhã, mas eu me sinto traído e destruído de várias formas possíveis.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A minha idiotice é maior do que a capacidade máxima que a cidade pode suportar.

Eis que mais um ano acaba e outro começa.
O fim do ano passado foi um pouco conturbado em alguns sentidos.

Tentei fazer uma pequena viagem de bicicleta, que deu razoavelmente certo. Pude viajar sozinho carregando quase tudo o que eu precisei por quatro dias, ficar acampado, nadar em uma cachoeira, visitar um parque nacional. Porém, choveu o tempo todo e isso foi péssimo em dois sentidos: As noites foram ruins porque entrava água na barraca e a minha câmera foi danificada pela água.
Isso mesmo, eu consegui ser estúpido o suficiente para estragar a minha tão amada e recém adquirida câmera, que eu mal comecei a pagar e custou tão caro para mim. Eu consegui consertar ela mais ou menos, mas ela não está 100% e nunca voltará a ser como antes.

Antes dessa viagem, eu fiz duas outras pequenas viagens, nas duas, eu havia chamado alguém que eu considerava um grande amigo (nos referiremos a ele aqui por 9tjgdq) e, nas duas vezes 9tjgdq simplesmente não foi. Ele não disse "Ei, não vou poder ir" ou qualquer outra coisa.. ele só não foi e me deixou esperando sem saber bem o que fazer. Na primeira viagem, eu fui sozinho, na segunda viagem, incrivelmente consegui animar mais dois amigos (além de 9tjgdq, que confirmara que iria, mas não foi) a ir também (e creio que eles não vão querer viajar comigo de novo..). Ainda que eu saiba que 9tjgdq passe por alguns momentos difíceis eventualmente e que eu não tenha dito muita coisa sobre isso (até mesmo para preservá-lo de se sentir mal por isso), eu fui razoavelmente devastado por essas ocasiões.

No ano passado, um dos meus objetivos era recuperar a minha saúde mental. Em partes, eu acreditava que isto estava relacionado com uma vida social algumas ordens de grandeza superiores à que eu vivia. Talvez por isso, eu tenha feito um grande esforço para me manter presente em várias ocasiões em que 9tjgdq me chamava para fazer alguma coisa. Era uma boa chance de fazer novos amigos também e fortalecer as novas amizades. Mas, em algum momento, isto me pareceu como uma coisa que fluía em mão única. Estou começando a pensar no novo ano como uma oportunidade de me voltar um pouco para dentro.

Talvez eu esteja pensando assim só porque estou profundamente "para baixo" esses dias (principalmente pela minha câmera), mas, me parece que pode ser uma boa eu reduzir um pouco minhas atividades esse ano. Me focar um pouco mais em andar de bicicleta, tirar fotografias (se minha câmera de todo se mostrar inutilizável, eu compro uma nova...), e ao trabalho (porém, muito restritamente ao mínimo de tempo que for necessário, para que não tenhamos outro 2018!).

Em outro ponto, também não tivemos nenhum contato do tipo "humano goiabas" no ano inteiro. Creio que isso deva continuar assim pelo ano novo. O contato do tipo "humano goiabas" é muito bom, mas exige uma energia que aparentemente não temos mais. Temos que aceitar que, a partir de algum momento na vida, a gente passa a perder coisas. Não importa que tenhamos ganhado essas coisas tão mais tardiamente que o "normal" (sei que eu não deveria falar nesses termos, na verdade, muito do que estou escrevendo hoje está psicologicamente errado.. mas, trata-se de um desabafo. Creio que eu vá referenciar este post em um outro post no futuro com definições mais concretas sobre o novo ano).

Enfim, algumas outras coisas também estão me deixando meio pesado ultimamente, mas, como o de costume, o tempo com a sua vassoura irredutível nos aplica a injeção anestésica, nos compele a deixar textor incompletos (apesar de imensos), sonhos incompletos, perdidos para sempre.
O tempo como o último pregador do desapego.
Agora estou indo dormir precocemente, porque minhas energias não são mais suficientes para continuar escrevendo pela madrugada, como já foram há tempos atrás.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Coisas sem noção que só eu entendo - 2018

Durante todo este ano, este blog andou bastante abandonado.
Foi um ano muito intenso, cheio de extremos, conturbação, limites sendo atingidos (várias vezes ultrapassados, as vezes ampliados). 
Alguns limites que eu quero ampliar, outros que eu jamais vou querer chegar perto novamente.
E o que se manteve constante foi a falta de tempo.
No início, por causa do excesso de trabalho, pressão. 
Agora, por motivos muito mais recompensadores.

Quando este ano começou, eu tinha apenas duas metas: Recuperar minha saúde mental e sair do meu emprego.

Bem, eu não saí do meu emprego, mas, eu mudei radicalmente a minha forma de lidar com ele e até reduzi bastante a minha carga horária. E se esta mudança for demasiadamente prejudicial, cabe ao meu empregador, e não a mim, decidir. Mesmo que eu esteja recebendo bem menos dinheiro, para mim, esta mudança foi crucial para que fosse possível seguir com a vida. E eu acredito que eu ainda tenha um valor na empresa, e que ainda posso contribuir para o crescimento dela. Quanto à minha área de atuação, acho que ainda é um pouco cedo para dizer com certeza, mas, talvez as coisas que eu tenha passado na faculdade e nos últimos tempos em geral tenham deteriorado as minhas motivações de forma irrecuperável. E para seguir plenamente nesta área, é necessário que esta motivação esteja em perfeito estado. É necessário estar sempre estudando, dedicar muito tempo nisso. E eu já não sou mais capaz de manter esta dedicação, como eu era capaz alguns anos atrás. Agora, eu tenho outras vontades, outras prioridades na vida que entram em conflito com a minha atuação plena na área. Creio que eu ainda possa me manter como estou por algum tempo, mas não muito. Sinto que em breve, vou ter que deixar isto e procurar algo mais simples, ainda que não haja todo este apelo para uma "carreira brilhante", que já deixou de brilhar para mim há muito tempo. Ou, pode ser que, eu apenas não tenha recuperado o suficiente da minha saúde mental e, se algum dia eu chegar lá, eu vou recuperar também a minha plena motivação. Mas, eu já não acredito muito nisso.

A minha saúde mental, do início até o meio do ano, foi só piorando. Eu cheguei a situações críticas, nas quais eu acho que realmente estava correndo um risco. Os últimos semestres da faculdade foram devastadores para mim. Eu sobrevivi, mas acho que não ileso. Não foi algo do qual eu simplesmente me levantei e saí andando. Não. Eu fiquei no chão, e tive que seguir me arrastando para não ser permanentemente sugado para o nada. Não sei de onde tirei forças. Felizmente, quando eu estava a beira do colapso, eu decidi mudar algumas coisas radicalmente. Demonstrei que estava disposto a abandonar o que quer que fosse que não me servisse mais. E isso me abriu a possibilidade de realmente procurar ajuda. Eu pude me empenhar em uma jornada pelo auto conhecimento. E o auto conhecimento parece ser o solo fértil para a realização. Não sei dizer a que ponto estou de uma "cura", ou se isso realmente existe, mas com certeza estou muito melhor do que já estive nos últimos 10 anos. Se hoje me falta tempo, é porque estou muito ocupado em busca das coisas que me definem e que são boas e importantes para mim. Coisas que ficaram abandonadas por muito tempo, mas que ainda não é tarde para descobrí-las. A falta de tempo causa um certo aperto no peito, sim. Mas, a consciência de que este tempo está sendo bem gasto, traz também um alívio. O tempo está correndo, estando nós aproveitando ele ou não.

Enfim, eu comprei um caderno, onde eventualmente eu escrevo algumas coisas. É mais prático escrever lá do que aqui, porque ele já tem uma caneta junto e está sempre à mão, enquanto que para escrever aqui eu tenho que entrar no computador e tudo mais. Mas, aqui eu tenho mais liberdade para escrever bastante. Creio que vou escrever nos dois, talvez não mais com a frequência que eu costumava fazer, mas, vou tentar não abandonar demais este lugar!

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Nem eu sei o que to escrevendo

Todas as pessoas, principalmente quando são mais jovens e os hormônios estão a flor da pele, eventualmente têm fantasias com alguma morte.
Abrir um canal entre as têmporas com uma arma super estilosa, explodir a própria cabeça com explosivos bonitos, pular de algum lugar sensacional, ir pro espaço sem roupa de astronauta curtindo uma vista incrível.
É algo normal, já que todos nós fomos naturalmente feitos para morrer, é algo necessário para a continuidade da vida no planeta então nosso corpo já é projetado para sentir esse desejo ardente.
A maioria das pessoas arrumam paqueras de mortes quando jovens, exceto as mais anti-sociais que tem dificuldade em externar a própria vontade de morrer. Essas pessoas só são um pouco estranhas, as vezes são vitimistas, ou tem pena de si próprios, por isso são assim mais tristes e inativos obituariamente. Tendem a fantasiar muito por muito tempo, são as chamadas mortes platônicas, que só existem na cabeça de quem deseja a morte mas não tem coragem de praticar, ou porque foi rejeitado pela ideia de morte que projetaram na própria mente. É uma forma muito intensa de sentir a morte (e verdadeira sim! Eu diria!), mas também imatura.
Com o tempo e a experiência, as pessoas acabam encontrando uma morte que, talvez não seja a que sempre sonharam, mas é uma morte real, feliz, completa, responsável, concreta. Não apenas um conto de fadas pintado num banheiro. E aí sim é que se encontra o sentido, a plenitude. O fim verdadeiro, o alívio permanente para o sono que se arrasta por tantos, tão longos e dolorosos anos.

Planeta automático

Uma escola de música oferece uma aula gratuita de canto coral com uma excelente professora formada na área de canto lírico.
E simplesmente não aparece gente para fazer essa aula.
Eu já falei um pouco na minha terapia sobre sentir que eu nasci no planeta errado. Sei que não é um dos melhores tipos de pensamento para se nutrir na cabeça... mas, as vezes é complicado.
E, às vezes, logo cedo pela manhã, quando terminamos de piscar o olho já são 11 horas da noite.
Todos os problemas tornam-se automaticamente irresolvíveis, todas as pessoas tornam-se automaticamente indisponíveis e o sono se torna automaticamente infinito.
A vontade de morrer se torna automaticamente linda, platônica.
Mas, tudo bem, é só por uma fração de segundo, porque aí já é hora de acordar de novo.
O futuro é assim, automático.
"Você não precisa mais.." porque é chato e incômodo. O melhor é deixar um computador fazer por você.
Está tudo muito bem.
Eu gosto de escrever, por isso estou aqui.
Eu escrevo sobre coisas felizes, sobre espontaneidade.
Num dia eu passei com minha cabeça debaixo de um trem pra ver os trilhos mais de perto.
Metal com metal numa sintonia bem calibrada, com um olho em cada lado da linha.
A minha poesia vibra, e no espaço mental vazio eu me encanto pelo inexistir que me foi roubado por acidente.
Eu sinto no meu corpo, eu toco o meu corpo e sinto que sou o único.
Eu não inventei nada disso, então existem outros.
Tudo o que está aqui foi escrito automaticamente. Escrever é muito chato, eu detesto. Eu coloco um computador para fazer isso por mim enquanto eu posso desfrutar o bom da vida.
O bom da vida.
O ótimo, otimizado, automático.
O melhor da vida a gente guarda pro final.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Eu já me afoguei antes

A chuva que cai infinita lá fora pemetra em minha mente e vaza pelos meus olhos inundando todo o meu mundo.
Até eu morrer afogado.
Mas, eu acho que eu já disse isso antes.

O lugar que eu morri

A chuva cai interminável, implacável, imperdoável.
Sei que estou escrevendo tão pouco. Mas, é porque realmente já estou morto.
A minha vida acabou em algum momento, e só por inércia, eu continuei em movimento.
Aqui estou eu, sentindo pena de mim, no indefinido ponto que está além do fim.
E escrevo.
Hoje fui no lugar onde minha vida acabou.
Me preenchi de melancolia, talvez também um pouco de saudade, nostalgia.
Foi ali que eu vivi por tanto tempo.
Foi ali que eu morri.
Tantos sorrisos, curiosidades, esperanças, vontades, ansiedades.
Tantas lágrimas, erros. desilusões, negações, frustrações.
Aquele ser que eu era, cheio de movimento, cheio de pensamento, que ainda tentou correr por tanto tempo.
Perdeu o chão.
Se perdeu na escuridão.
Morreu em solidão.
Acabou.
E hoje, nem sei o que sou.
Nem sei se sou.
É como estar no absoluto escuro congelado de uma sala de cinema deserta milhares de séculos depois que o filme acabou e toda a vida do universo foi extinta.
É como estar na minha mente.
Hoje, eu saio na chuva, eu caminho, eu falo, eu respiro.
Mas, eu já não estou vivo.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Despertador de fogo

Tanta coisa anda acontecendo e eu aqui seguindo a minha trajetória balística rumo ao nada.
Não sei exatamente o que me levou a vir escrever aqui hoje.
Talvez, a mesma coisa que me faça querer escrever todo dia, só que geralmente eu deixo pra lá por preguiça, falta de tempo ou sei lá o que mais.
Bem, até que teve uma coisa.. se eu disser, acho que eu mesmo vou pensar que foi só por causa disso, mas eu realmente não acho que tenha sido por causa disso. Pode ter sido por causa disso também.
Enfim, eu sonhei com a Fênix hoje...
Ah, sabia que se eu dissesse eu ia pensar que era por isso.
De qualquer forma, o despertador tocou bem na hora do sonho em que...
Acho que uma parte de mim se recusou a acordar e deixar aquele sonho, mas é só uma parte, talvez eu nem precise dessa parte.
E tanta coisa anda acontecendo enquanto eu fico aqui seguindo a minha trajetória balística rumo ao nada.
Enquanto eu deixo de escrever, apagando para sempre um monte de coisas sobre as quais eu deveria estar escrevendo, ou escrevendo sobre um monte de coisas que eu deveria deixar serem apagadas para sempre.
Acho que minha cabeça realmente não tem cura.
As coisas simplesmente estão entropificadas de tal forma que é impossível achar qualquer forma de organização, ou solução.
Sei que esta é uma forma extremamente errada de se pensar, e que tenho feito um grande esforço e até um acompanhamento para evitar pensamentos assim, mas ainda não são nem oito horas da manhã, então eu tenho o direito de me sentir o quão mau eu quiser sem motivo racional algum.
Neste momento, nada mais do que escrevo faz qualquer sentido. Está ficando tudo igual naquele sonho. As paredes perdem definição, tudo perde o foco e os objetos passam a não serem mais objetos, mas simplesmente ideias, descrições vagas. É como se a qualquer momento, uma fênix pudesse entrar sorrindo por aquela ideia de porta, me desse a mão, chegasse o rosto tão próximo ao meu e dissesse "hora de acordar".
O texto foi interrompido abruptamente.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Sobre

Eu queria escrever algumas coisas aqui.
Mas, eu já estou com sono agora e sei que amanhã de manhã vai ser muito pior, embora eu tente me convencer que não deveria pensar assim de forma tão otimista.
Estranho como algumas coisas que a gente escreve aqui a gente não fala nem mesmo na terapia.
Talvez seja só um cansaço.
O cansaço de um sub grão de sal no enorme oceano fecal, que já é algo tão superior ao que algum dia poderemos sonhar em ser.
Oh, eu realmente queria muito escrever.. nem tudo é triste, alguns são apenas altamente decepcionantes.
O olhinho fecha e o coração senta num banco de praça para descansar um pouco.
O olhinho abre, e era tudo um pesadelo. Quero dizer, era realidade antes, o pesadelo começou quando o olhinho abriu.
Foi o que eu quis dizer.
Mas, nem sou eu mais que estou escrevendo.
Oi, este é o eu da noite.
É o eu que diz o que eu não digo nunca, ou porque não tenho coragem, ou porque estou tentando recuperar minha saúde mental então estou tentando evitar coisas muito...

O idiota e o motorista

O idiota não sou eu, nesse caso.
Nesse caso, se trata de outro idiota.
Acho até que pode ser considerado um idiota mais idiota que eu.
Me desculpe, eu não queria ser tão literal sobre isso.
Eu queria poetizar um pouco.
Mas, eu não estou no melhor dos humores esta semana.
E o idiota consumindo o tempo do motorista apenas piorou as coisas.
Pobre do motorista, além de tudo, ainda tem que suportar esses idiotas.
Idiotas que cantam e dançam ao som de água suja correndo até empoçar na garganta de todos nós, inundando o cérebro, que sai sem vida por buracos próximos aos ouvidos e se torna imediatamente feliz!
Ah essa felicidade tem um gosto doce e proibido!

Eu não sei consertar o rádio

Eu não sei consertar minha vida
Tudo é erro, tudo é falha
Beep beep beep beep beep beep beep
Nada funciona
Atualiza e para de funcionar a vida
Tudo estraga
Tudo morre
Tudo me mata

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Frágil corrente que prende a impressora à consciência

A morte me chama e me atiça.
Eu forço para olhar para o outro lado.
Forço para que a tentação não seja mais forte que minha racionalidade.
Eu movo meus dedos por entre a grama enquanto sou arrastado para o trem.
Tantos de mim já morreram antes.
O adubo faz as plantas crescerem grandes e vistosas.
O solo rico em nutrientes deixa essa grama verdinha e gostosa.
E aquele cheiro bom.
Eu não tenho olfato.

domingo, 30 de setembro de 2018

The wall breaker

Ontem, the wall breaker nos visitou novamente.
Ultimamente ele tem vindo bastante por aqui, o que é muito bom.
Tomou um cafezinho, com uns pães de queijo.
E sussurrou no meu ouvido: "Agora você tem permissão para cantar".
E logo somos preenchidos por aquela sensação gostosa de olhar através da mais nova parede derrubada e contemplar uma vista enorme e muito linda.
Muito obrigado, the wall breaker, espero te ver novamente em breve!